Gaia tem um Quarteirão da Poesia para espalhar a "palavra falada e cantada"

| Cultura

Vila Nova de Gaia tem um novo Quarteirão da Poesia, criado para ser o "coração" da terceira edição do Fórum Internacional FIGaia e a partir do qual a organização quer espalhar, pela cidade, a "palavra falada e cantada".

Este espaço, entre a biblioteca e o auditório municipal, quer tornar-se numa "nova centralidade" desta cidade do distrito do Porto, funcionando como uma espécie de "ponto de encontro" durante a realização do fórum, que arrancou quarta-feira e decorre até dia 22 de setembro.

Aos palcos e ruas deste Quarteirão da Poesia, foram convocadas as áreas do pensamento, música, teatro, dança e artes visuais para ali, e ao longo de 11 dias, debaterem o desenvolvimento sustentável, a construção da paz e a cooperação em português.

"Este é também um ensaio para uma ideia e uma estrutura que pretendemos que esteja para ficar, articulando as programações da biblioteca e do auditório, numa lógica de facilitação de acesso e melhoramento da comunicação com os habitantes e visitantes da cidade", adiantou a organização em nota à Lusa.

Um dos elementos centrais da programação que materializa o Quarteirão será o segmento Poesia a Abrir, que, na sexta-feira, terá "Palavras do Cacimbo", do moçambicano Ismael Calliano.

No sábado, e pela primeira vez nos palcos de Vila Nova de Gaia, José Valente e Marta Bernardes fazem encontrar música e palavra e, domingo, o projeto Do Acaso anda "À Volta do Redemoinho" com poetas, vozes e música.

Até dia 22, a Biblioteca Municipal de Gaia irá abrir-se, assim, para a rua, para partilhar músicos, cantores, poetas e dizedores, numa série de sessões abertas.

Mesmo ao lado da biblioteca, há uma "Viela Cusca" renovada, que será "mais um palco" para a programação da terceira edição do Fórum; uma seleção de eventos e iniciativas dirigidas a um público alargado e com vontade de participar em vários desafios e interagir com poetas, atores, artistas e os seus trabalhos.

No plano das interações de rua, destaque para uma Bilbiomóvel, uma coleção de brinquedos óticos gigantes que desafiam a perceção dos visitantes e o Videomaton que passa por convidar as pessoas a participar na construção da versão audiolivro da publicação "Língua de Sal - Antologia Mínima de Língua Portuguesa", que reúne poemas de 70 ilustres figuras líricas, como Fernando Pessoa, António Nobre e Maria Alberta Menéres.

No domingo, na Viela, os Dealema dinamizam uma sessão de `Slam poetry` com vários convidados e, por seu lado, os Expeão, Fuse, Maze e Mundo Segundo propõem-se interpretar `a capella` algumas letras da sua autoria, mas também poemas seus e textos de outros autores da sua preferência.

Mesmo ao lado da "Viela Cusca", o jardim da biblioteca vai receber a Tenda Tartaruga, um espaço dedicado aos mais pequenos onde eles vão poder ouvir contos e poemas ditos por dizedores e contadores de histórias.

Aos sábados e domingos, a Tenda Tartaruga vai ter sessões de histórias e poesia para a infância animadas pelo projeto Encontro do Conto, do Teatro do Ovo.

Aos domingos, a artista, performer e cantora Marta Bernardes apresenta BBB -- Bárbara Boba Brinca, um momento pensado para todos os públicos que mistura poesia contemporânea em português com outras coisas para produzir um espetáculo divertido.

A terceira edição do Fórum Internacional de Gaia (FIGaia) arrancou quarta-feira e, ao longo de 11 dias, vai debater o desenvolvimento sustentável e a construção da paz, num total de 80 ações envolvendo o meio ambiente e a cultura.

Tópicos:

Acaso, Bernardes, Gaia, Quarteirão, Viela,

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