Gala de cinema de Marbella marcada por críticas a Donald Trump

As acusações do multimilionário Donald Trump contra a imigração mexicana marcaram a gala dos Prémios Platino em Marbella, Espanha, com o ator Antonio Banderas a defender a cultura "latina e ibero-americana".

Lusa /

"Apesar das intenções loucas do senhor Donald Trump que nos quer dar um pontapé no `traseiro` temos um grande orgulho em nos sentirmos unidos", disse o ator espanhol Antonio Banderas depois de receber, na cidade onde nasceu, o prémio Platino de Honra das mãos da atriz Rita Moreno, 83 anos, de origem porto-riquenha.

Banderas disse que Hollywood já compreendeu a "dimensão real", o indiscutível potencial e a "força dos latinos".

"Todos amamos os nossos países de origem mas podemos abraçar a ideia de sermos latinos e o orgulho de nos sentirmos hispânicos", disse Banderas, acrescentando que os prémios da gala de Marbella fortalecem a cinematografia latina.

"Para podermos assim competir em igualdade de circunstâncias, sem mais nem menos", defendeu.

Antonio Banderas não foi o único que levantou a voz contra Donald Trump na cerimónia da cidade da Andaluzia.

Juan Carlos Arciniegas, apresentador colombiano, deu início à gala a criticar o político norte-americano que considera os latinos "criminosos".

O ator espanhol Iamnol Arias, que também apresentava a gala em conjunto com a atriz mexicana Alessandra Rosaldo ironizou com a situação provocada por Donald Trump afirmando que os hispânicos são "600 milhões de ... delinquentes".

A gala, sábado à noite, terminou com um "viva ao cinema espanhol e português".

 

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