Governo de Macau vai preservar portão da era portuguesa

Governo de Macau vai preservar portão da era portuguesa

O Governo de Macau anunciou hoje que vai preservar o Portão do Pátio das Palmas, estrutura arquitectónica da era portuguesa situada na zona histórica da cidade.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
EPA

O portão, datado de 1875, fica junto às Ruínas de São Paulo e ao Templo de Na Tcha e apresenta "fendas nas paredes e vegetação infestante", afirmou hoje a diretora do Instituto Cultural, Leong Wai Man, na Reunião Plenária Ordinária do Conselho do Património Cultural.

Segundo a responsável, o portão ostenta a inscrição "Lueng Wing Hing Incensos" e foi outrora uma fábrica de incenso. Actualmente, no interior do imóvel funcionam uma habitação privada e um pátio.

"A indústria de fabrico de incenso foi outrora uma das três principais indústrias artesanais de Macau", disse Leong Wai Man, a par das indústrias de fósforos e de panchões.

De acordo com o sítio do Património Cultural de Macau, o volume de produção da indústria de fabrico de incenso atingiu o seu pico entre as décadas de 1950 e 1970, altura em que se encontravam em operação mais de 40 fábricas locais.

"A abertura económica do Interior da China e a escassez de espaço e de recursos humanos necessários à produção provocaram o declínio desta indústria tradicional em Macau, restando actualmente apenas alguns artífices a exercer este ofício", indicou o mesmo sítio.

A responsável sublinhou que, quer pela sua antiguidade, quer pela indústria artesanal que representa, quer ainda pelo seu papel na identidade da rua, "o portão tem um valor considerável e merece ser restaurado pelo Governo da RAEM".

Leong Wai Man acredita que os trabalhos de restauro irão também "melhorar o aspecto geral" da zona.

O orçamento preliminar é de cerca de 200 mil patacas (21.705 euros) e a obra deverá arrancar ainda este ano.

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