Hélia Correia diz que "a sabedoria vem dos gregos e dos gatos"

A paixão pela Grécia Clássica e pelos felinos é também visível na sua obra.

Alexandra Sofia Costa - Antena 1 /
Licenciada em Filologia Românica, Hélia Correia estudou teatro clássico e editou poesia nos anos 1980, mas foi como ficcionista "que se revelou como um dos nomes mais importantes e originais da sua geração", afirma hoje a secretaria de Estado da Cultura.

"Lillias Fraser", um romance histórico passado entre Portugal e Escócia, publicado em 2001, foi o que lhe valeu mais prémios literários: o Prémio de Ficção do Pen Club e Prémio D. Dinis. Antes desse, a autora tinha visto "A casa eterna" ser distinguido com o Prémio Máxima de Literatura, em 2000. Este ano, a obra "Vinte Degraus e Outros Contos" valeu-lhe o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, que lhe foi entregue na passada segunda-feira.

Em 2013, quando recebeu o Prémio Correntes d'Escritas Casino da Póvoa, pelo livro de poesia "A Terceira Miséria", Hélia Correia afirmava que não gosta muito de prémios e distinções. Nesse ano recebeu ainda o o Prémio PEN Clube Português de Poesia e o Prémio Vergílio Ferreira 2013, pela Universidade de Évora.

Casada com o escritor Jaime Rocha, Hélia Correia estreou-se na poesia com a edição de "O Separar das águas", em 1981, ao qual se seguiu "O número dos vivos", em 1982.

"Bastardia", "O número dos vivos", "Soma", "A chegada de Twainy", "A ilha encantada" (adaptação para os mais novos da peça "A tempestade", de Shakespeare) e "Adoecer" são outros títulos publicados pela autora.

(Com Lusa)
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