Hermeto Pascoal e James Carter no 15º Festival de Jazz do Porto
James Carter, Wayne Horvitz e Hermeto Pascoal são os nomes mais sonantes do cartaz do 15º Festival de Jazz do Porto, que se realiza entre 11 de Outubro a 5 de Novembro, no Rivoli.
O grupo do multi-instrumentista e compositor brasileiro Hermeto Pascoal, um autodidacta cuja música escapa às "gavetas" estilísticas e rompe as barreiras conceptuais, abre o festival dia 11.
Segue-se, três dias mais tarde, uma proposta invulgar, o duo de pianistas formado por Wayne Horvitz e Robin Holcomb.
Wayne Horvitz tem uma carreira vasta como compositor, líder de vários grupos e também "sideman" de alguns dos nomes mais sonantes da primeira linha do jazz nas últimas duas décadas.
Robin Holcomb, pianista, compositora e cantora, tem também uma carreira ampla e de alto perfil noutra frente musical, uma vez que a sua música reflecte influências do rock, da "country music" e de todo o universo da música popular norte-americana.
Dia 15, o saxofonista norte-americano James Carter, que domina todo o tipo de saxofones, desde o contrabaixo até ao sopranino, apresenta-se no Rivoli, com outra formação invulgar, já que é constituída por órgão (Gerard Gibbs) e bateria (Leonard King).
O quarto e quinto concertos do programa são dedicados a nomes nacionais, com o Quinteto de Mário Santos a apresentar no Rivoli o projecto "Bloco-Notas", que é a encomenda deste 15º Festival de Jazz do Porto.
Segue-se, no dia seguinte, o quinteto de Maria João (voz) e Mário Laginha (piano), que mostrará o seu último disco, intitulado "Tralha".
O sexto concerto traz ao Porto, a 3 de Novembro, o trio do pianista norueguês Tord Gustavsen, nome da primeira linha do jazz nórdico, com Harald Johnsen no contrabaixo e Jarle Vespestad na bateria.
O concerto de encerramento, a 5 de Novembro, está a cargo do quarteto do saxofonista e flautista britânico Tony Kofi, que mostrará no Porto o seu projecto mais recente, dedicado a fazer reviver a música de Thelonious Monk, pianista e compositor com uma influência decisiva na evolução do jazz nas últimas seis décadas.