História dos Monty Python recordada em autobiografia com memórias e imagens do grupo

Lisboa, 30 Nov (Lusa) - A história dos comediantes britânicos Monty Python, contada através das memórias pessoais dos seus seis membros ao longo de vinte anos de um humor "completamente diferente", é relatada numa autobiografia lançada pela Oficina do Livro.

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"Monty Python - Autobiografia", com 466 páginas, é assinada por Terry Gillian (cartoonista), John Cleese, Eric Idle, Graham Chapman, Terry Jones, Michael Palin, que relatam como se juntaram em 1969 para criar um grupo que viria a ser mundialmente famoso pelos seus sketches de um humor que mudou a face da comédia televisiva na época.

O livro está também ilustrado com dezenas de fotografias dos Python, algumas da infância, da adolescência, outras do grupo em acção, além de imagens da série televisiva "Monty Python´s Flying Circus", e dos filmes que também os celebrizaram, nomeadamente, "A Vida de Brian", "Os Monty Python e o Cálice Sagrado" e "O Sentido da Vida".

A um dado ponto das suas memórias, um dos Python, Michael Palin, recorda: "Quando escrevíamos no final dos anos 60, os Beatles produziam os seus álbuns e, na minha opinião, eram os maiores e os mais excitantes exemplos da música pop que havia. Os Beatles mandavam no mundo, eram multimilionários, e nós desenrascávamo-nos como escritores de comédia".

Então soube que Paul McCartney parava as sessões de música da banda para ver a série dos Monty Python na televisão, e esse foi o primeiro momento em que se lembra ter pensado: "Isto é extraordinário, os Beatles interessados em nós?"

A autobiografia é prefaciada pelo autor de textos de humor Nuno Markl, que recentemente traduziu e adaptou uma selecção de melhores sketches dos Monty Python para um espectáculo de teatro produzido pela UAU, em cena no Casino Lisboa, protagonizado por António Feio, Bruno Nogueira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme.

Para Nuno Markl, os sketches dos Monty Python "não são meros textos de humor. Há momentos tão especiais no cânone da obra deles que apetece considerá-los poesia. Poesia de ir às lágrimas de tanto rir, sim, senhor, mas poesia".

Markl sublinha que a arte deste grupo "estava em conseguir espremer todo o sumo a uma ideia, por mais demorado que fosse o processo" e "nós, os espectadores, não darmos pelo tempo passar quando assistimos a um longo sketch dos Python".

AG.

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