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Homem que descobriu destroços lamenta estragos

Homem que descobriu destroços lamenta estragos

O homem que descobriu o transatlântico Titanic há duas décadas regressou ao local onde o navio repousa e lamentou os estragos provocados pelos visitantes e pelos caçadores de recordações.

Agência LUSA /

O explorador submarino Robert Ballard encontrou o famoso transatlântico em 1985 e este Verão regressou ao local pela primeira vez desde então, usando submersíveis controlados à distância para inspeccionar os restos do navio, que se afundou em 1912 depois de ter colidido com um iceberg.

O que descobriu agora é que a carcaça do navio sofreu danos graves provocados pelos numerosos visitantes que estiveram no local, só para ver ou para recolher recordações.

Robert Ballard disse ter visto muitos sinais nos locais onde os submersíveis tripulados encostaram no Titanic, referindo que apenas se mantêm intactas as zonas onde os submarinos não puderam chegar.

"Acho que as pessoas devem ir até lá, mas não devem mexer, nem trazer coisas de lá. Agora há que estabelecer acordos para permitir o prolongamento da vida do Titanic", afirmou o explorador.

Ballard disse não está a pensar numa espécie de memorial sobre o local onde o Titanic repousa desde 1912 mas gostaria que as pessoas que passam pela zona o respeitassem.

Por isso, está a tentar um tratado internacional que considere o transatlântico um monumento marítimo internacional, ao abrigo do qual se criem regras a cumprir para quem quiser visitar o local.

A Grã-Bretanha já assinou o tratado e o Departamento de Estado norte-americano também já deu o seu aval, embora a questão tenha de ser levada ao Senado.

Robert Ballard espera que a Rússia, França e Japão assinem também o documento.

O explorador disse que muitos objectos já foram retirados do interior e da zona envolvente do casco do Titanic, pelo que praticamente não resta nada para levar a não ser o próprio navio.

Os pesquisadores de recordações levaram moedas, serviços de jantar, candeeiros, um compasso, um sino do navio, anéis, botões de punho e outros objectos, deixando atrás de si lixo, montanhas de correntes e sacos utilizados como lastro pelos submarinos.

Robert Ballard escreve o que encontrou no livro "Regresso ao Titanic: Um novo olhar pelo navio perdido mais famoso do mundo" e num artigo a sair no número de Dezembro da National Geographic Society, que financiou a operação de descoberta do transatlântico.

O Titanic, que se encontra a 3.750 metros de profundidade no Atlântico Norte, afundou-se nas águas gélidas do Atlântico norte a 15 de Abril de 1912 depois de chocar com um iceberg, causando a morte a 1.523 passageiros da sua viagem inaugural, entre Inglaterra e os Estados Unidos.

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