Igreja de Santo Isidoro vai ser monumento nacional
Marco de Canaveses, 24 nov (Lusa) - O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico propôs ao Ministério da Cultura a classificação como monumento nacional da igreja românica de Santo Isidoro, no concelho do Marco de Canaveses.
Segundo o Diário da República, encontra-se em consulta pública, por 30 dias, a fixação da zona especial de proteção daquele monumento incluído na Rota do Românico.
Rosário Machado, diretora desta rota, em declarações à agência Lusa, já se congratulou com a promoção a monumento nacional desta pequena igreja cujo estado de conservação considerou razoável. O facto de ser ainda hoje utilizada para fins paroquiais tem permitido a sua conservação, apesar de estar já sinalizada a necessidade de algumas obras.
A responsável explicou que a igreja de Santo Isidoro, como outras no Vale do Sousa e no Baixo Tâmega, encontra-se muito ligada aos mosteiros de Travanca e Paço de Sousa, numa lógica de românico rural do século XII ou XIII.
A Rota do Românico vai investir cinco milhões de euros para recuperar os 36 monumentos do Baixo Tâmega incluídos recentemente neste conjunto arquitetónico.
Rosário Machado explica que o investimento, a realizar nos próximos dois anos, vai ocorrer no âmbito do recente alargamento da Rota do Românico, iniciada no Vale Sousa, aos municípios vizinhos do Baixo Tâmega e do Douro Sul.
O alargamento vai incluir os concelhos de Amarante, Marco de Canaveses, Baião, Celorico de Basto, Resende e Cinfães.
Rosário Machado recorda que o trabalho a realizar, nomeadamente de recuperação dos vários imóveis românicos, a maioria igrejas e mosteiros classificados, vai ser idêntico ao realizado, nos últimos anos, nos 21 monumentos do Vale do Sousa, onde se investiu cerca de quatro milhões de euros.
A diretora da rota disse estar segura de que vai ser possível pôr os monumentos do Baixo Tâmega, incluindo a igreja de Santo Isidoro, ao mesmo nível do Vale do Sousa, que já tem "um produto turístico consolidado".
À Lusa frisou ainda que este alargamento ao Baixo Tâmega vai conferir mais escala à rota, reforçando a sua atratividade enquanto produto estruturado de turismo cultural.
"As fronteiras de Sousa, Tâmega e Douro não existiam. A rota volta a unir este território", considerou.