Itália. Quatro obras renascentistas roubadas em museu na Sicília

Itália. Quatro obras renascentistas roubadas em museu na Sicília

Quatro obras de Antonello da Messina foram roubadas na noite de sábado num museu da Sicília. A diretora do museu diz que esta é uma "grande perda" para a comunidade e para o mundo da arte.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa
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O ministro italiano da Cultura confirmou este domingo o roubo de quatro obras do pintor renascentista do século XV na noite de sábado.

Os quadros em causa estavam no Museo Interdisciplinare Regionale (MuMe) de Messina, na Sicília. Foram levados três dos cinco painéis do “Políptico de São Gregório” e um painel de dupla face "Pietá", todos atribuídos a Antonello da Messina. 

As autoridades estão a investigar foi possível entrar no museu sem fazer disparar os alarmes.
Os cinco painéis do “Políptico de São Gregório” foram retirados do museu durante o roubo, mas dois ficaram abandonados no exterior. Esta obra era originalmente constituída por seis painéis, um dos quais ficou destruído na sequência do sismo de Messina, em 1908. 
De acordo com a agência de notícias italiana Ansa, os investigadores suspeitam que os quadros foram roubados por encomenda para serem vendidos no mercado negro de obras de arte. 

A diretora do museu, Marisa Mercurio, adiantou que o roubo terá ocorrido por volta das 21h50 locais (20h50 em Portugal Continental).

"Estamos devastados com o que aconteceu", admitiu a responsável à agência Ansa. 

Marisa Mercurio descreveu o incidente como "uma grande perda para o museu, para a cidade, para a comunidade e para o mundo da arte".

Federico Basile, presidente da Câmara de Messina, disse estar "profundamente indignado". "Foi violado um património que pertence a todo o povo de Messina, acrescentou.

Antonello da Messina, nascido em Messina, na Sicília por volta de 1430, foi um dos mestres do Quattrocento, no início do Renascimento em Itália. 

O roubo priva a cidade de Messina de partes da única obra sobrevivente do artista que tinha permanecido na sua cidade natal, bem como uma parte de uma pequena pintura que a região siciliana adquiriu em 2003.

Enzo Caruso, vereador responsável pela cultura local, afirmou à agência Reuters que a cidade ficou verdadeiramente chocada" com o assalto. "A princípio, ninguém conseguia acreditar", acrescentou.

Para além das obras de Antonello da Messina, o MuMe, inaugurado em junho de 2017, alberga também quadros de Caravaggio. 

Em poucos meses, este é mais um roubo de obras de arte e artefactos em museus europeus. No final do ano passado, uma invasão do Louvre, em Paris, em plena luz do dia, culminou no roubo de joias históricas avaliadas em 88 milhões de euros.

Já este ano, em março, foram também roubadas obras de Matisse, Cézanne e Renoir que faziam parte da coleção da Fundação Magnani Rocca, na cidade de Mamiano di Traversetolo, em Itália.
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