Jorge Palma. "Homem livre" que deixa uma "pegada impressionante" na música diz João Gil

Jorge Palma. "Homem livre" que deixa uma "pegada impressionante" na música diz João Gil

O músico João Gil recordou hoje Jorge Palma, que morreu na segunda-feira, aos 76 anos, como "um homem livre" que "representa aquilo que o Portugal democrático tem de melhor", destacando a "pegada impressionante" que deixa na música portuguesa.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Miguel A. Lopes - Lusa

"Ele deixa um legado enorme, deixa uma pegada impressionante. No fundo ele representa aquilo que o Portugal democrático tem de melhor. Um homem livre, um homem cheio de luz, cheio de força criativa, uma capacidade incrível de escrever muito à flor da pele, mesmo no fio da navalha", porque "o Jorge sempre esteve no limite", afirmou, em declarações à Lusa.

João Gil descreveu ainda Jorge Palma como um pianista "absolutamente deslumbrante", um "cantor incrível", com "uma voz única, uma marca e um carisma únicos, e depois uma capacidade poética e de composição e de escrita musical única e invulgar".

Por isso, "é uma referência importante para aqueles que privaram com ele, é uma referência para todos os novos, muitos novos e os mais novos que estão a fazer música e todos aqueles que querem vir a fazer", considerou, acrescentando que Jorge Palma "toca todas as gerações" e "fica na nossa memória".

"Ele desaparece da vista, mas deixa muito, deixa muito, muito, muito mesmo", sublinhou.

Para lá do artista, João Gil recordou a "nobreza" de Jorge Palma e "a altivez bonita que ele sempre teve", depois de uma vida em que partilharam "muitos palcos, muitos discos, muita vida, muita estrada, muitas carrinhas, muita refeição, muitos copos".

"O cavalheiro que ele sempre foi, deliciosamente `snob` de vez em quando, mas sempre com muita categoria", afirmou, descrevendo o amigo como uma pessoa "afável, afetuosa" e "encantadora", uma dimensão que -- como salientou - ficará sobretudo na memória de quem privou com ele e da família.

Nascido em Lisboa, em 04 de junho de 1950, Jorge Palma fica para a História como um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa, deixando álbuns como "Bairro do amor", "Só", "O lado errado da noite" e "Voo noturno", entre outros.

Tópicos
PUB