José Manuel Fernandes destaca papel de "intelectual público"

O director do jornal Público, José Manuel Fernandes, considera que "aquilo que talvez mais tenha distinguido Eduardo Prado Coelho", falecido esta manhã em casa, vítima de doença prolongada, era a sua característica de "intelectual público".

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José Manuel Fernandes destaca "uma figura não muito comum no nosso país, que é a de alguém que, sendo um académico, ensaísta e escritor, esteve sempre muito presente no debate público dos mais variados temas, da cultura à política, passando pelos temas que faziam parte do dia-a-dia das pessoas".

Exemplo dessa faceta muito próxima do quotidiano dos portugueses, aponta José Manuel Fernandes, é a última crónica que deixou escrita para publicação no jornal Público, que sairia na próxima segunda-feira mas que vai ser antecipada para domingo. "Trata-se de um tema do quotidiano, baseado na história de uma sua amiga com o título: `I Simplex`".

José Manuel Fernandes destaca ainda o papel de Eduardo Prado Coelho na aposta que o Público fez na sua lista de cronistas: "Está presente nas páginas do Público desde o seu lançamento", em Março de 1990, sendo juntamente com António Barreto um dos dois únicos cronistas que se mantiveram até hoje a sua colaboração naquele jornal.

"Foi sempre uma figura muito forte no jornal, pois para além da crítica literária com que iniciou a sua colaboração, tinha há cerca de dez anos uma crónica de segunda a sexta-feira, que utilizava para polemizar a actualidade política, cultural e social, enriquecendo-a como aspectos particulares da quotidiano, incluindo histórias da sua própria vida", recorda o director do Público.


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