Julio Iglesias volta a Portugal "a cantar melhor do que quando era novo"

O cantor espanhol Júlio Iglesias, que inicia uma digressão em Espinho dia 7, garantiu hoje que canta melhor do que quando era novo, devido à experiência adquirida ao actuar com grandes nomes como Sinatra, Plácido Domingo e Amália.

Agência LUSA /

Numa conferência de imprensa destinada a promover os espectáculos que vai dar a 7 e 8 de Maio no casino de Espinho, dia 12 no Pavilhão Atlântico em Lisboa, e a 13 e 14 no Casino de Vilamoura, Júlio Iglesias afirmou não pretender sobreviver como cantor, mas aproveitar muito bem a vida, continuando a cantar pelos quatro cantos do mundo.

"Não quero deixar de cantar e julgo até que agora canto melhor, pois noto diferenças na forma como cantava o tema +Manuela+, que não na emoção com que o faço", disse.

Júlio Iglesias recordou que ao longo da sua carreira fez duetos com grandes artistas como Sinatra, Plácido Domingo e a "inigualável Amália".

"Isso leva-nos a aprender muito", salientou, concluindo que um artista ao fim de vários anos não muda substancialmente, mas que também a técnica evolui para lhe permitir um melhor desempenho.

Falou das novidades tecnológicas hoje disponíveis, que permitem digitalizar e regravar temas de há 40 anos com a voz original, mas com outras orquestrações.

Entusiasmou-se particularmente com o seu novo sistema de auriculares, que lhe permite ouvir a música, mas também a conversa dos músicos e o público. "É como passar de uma bicicleta para um avião", comentou.

Para o cantor, "qualquer arte se move pela emoção e essa não tem língua": "Canto há três gerações, da Finlândia à China, o que não é fácil, mas a alma é universal".

Após os espectáculos em Portugal, Iglesias vai prosseguir a digressão pelos Emiratos Árabes Unidos e pela América Latina, mas não é por acaso que começa em terras lusas, onde canta há 35 anos, pelas suas contas.

"É um país muito bonito, com afinidades com a Galiza, onde canto há muitos anos e me sinto relaxado. Entendo e canto o Português, posso cantar em qualquer parte do mundo onde se fala Português e poucos têm a possibilidade de voltar 20 ou 30 vezes a um país como artistas", justificou.

O facto de a imprensa cor-de-rosa já lhe prestar menor atenção não o preocupa: "tenho uma vida emocional estável e a vida profissional não interessa muito às revistas do coração e também não tenho participado muito em actos públicos", disse.

Júlio Iglesias regressa a Portugal com o seu último trabalho discográfico "Divórcio", editado em Outubro e promete revisitar os principais êxitos da sua já longa carreira.

O preço dos bilhetes nos dois casinos é de 250 euros, com jantar, enquanto no Pavilhão Atlântico variam entre os 40 e os 90 euros, consoante os lugares.

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