"King Kong" regressa 5ª feira, em livro e num filme de Peter Jackson

A história de King Kong é editada pela Nova Vega quinta-feira, coincidindo com a estreia em Portugal do "remake" do filme, dirigido por Peter Jackson, realizador da "oscarizada" trilogia "O Senhor dos Anéis".

Agência LUSA /

O livro, originalmente um argumento de cinema, foi escrito por Edgar Wallace e Merian Cooper, dando origem a um primeiro filme em 1933, mas uma segunda produção, também intitulada "King Kong", foi realizada em 1976, com Jessica Lange como protagonista feminina.

No livro, "King Kong" é um símio gigante, apaixonado por uma loira, que um grupo de cineastas captura numa ilha misteriosa e leva para Nova Iorque com fins comerciais, mas é também uma parábola sobre as acções do homem dito civilizado.

O desenlace final da história, em que King Kong, o último exemplar da sua espécie, é metralhado pela aviação americana no topo do Empire State Building, visa mostrar precisamente que a civilização pode ser, em muitos casos, mais feroz do que um animal perigoso.

"Olhado também como uma ousada e provocante recriação da fábula de `A Bela e o Monstro`, `King Kong` impôs-se no domínio do cinema e da literatura como uma obra onde a aventura, a fantasia e o erotismo se combinam", salienta a editora Nova Vega.

A obra literária, adaptada por Delos Lovelace a partir do argumento original de Wallace e Cooper, chega às salas de cinema com um elenco de que fazem parte Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody, Andy Serkis e Jamie Bell, entre outros.

Com três horas de duração e um orçamento superior a 200 milhões de dólares, a película recupera a Nova Iorque dos anos 30, mas o cenário foi construído na Nova Zelândia, incluindo muito trabalho de computador para acrescentar imóveis inexistentes.

Edgar Wallace, argumentista e jornalista nascido em 1875, publicou a sua primeira novela, "Os 4 Homens Justos", em 1905, a que se seguiram outras obras de sucesso, caso de "O Regresso dos Homens Justos" (1928), volume que acaba de ser editado pela Livros do Brasil.

Com centenas de adaptações cinematográficas feitas a partir dos seus romances e peças, Wallace foi convidado para trabalhar em Hollywood como argumentista, sendo a sua última participação no filme King Kong, que estava a ser filmado quando o escritor morreu, em 1932.

O outro argumentista, Merian Cooper (1893-1973), conheceu em 1920 Ernest Schoedsack, formando com este uma importante parceria de que resultaram filmes como Grass (1925) ou Chang (1927), tendo recebido em 1952 um Oscar pelo seu contributo para a arte cinematográfica.

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