La Féria estreia no Rivoli mega-produção "Um Violino no Telhado"
Porto, 25 Jun (Lusa) - O encenador e empresário Filipe La Féria afirmou hoje que a sua versão de "Um Violino no Telhado", que estreia sexta-feira no Rivoli, no Porto, será a sua "maior produção de sempre", com 104 pessoas envolvidas, das quais 60 em palco.
O encenador considera que "Um Violino no Telhado", de Jerry Bock e Sheldon Harnick, é "o musical mais ambicioso de sempre e o maior êxito, até hoje, do teatro musical, tanto em Nova Iorque como em Londres".
"Trata-se de um texto muito profundo que é também uma grande lição de humanidade", afirmou La Féria.
O actor José Raposo vai protagonizar o musical com Rita Ribeiro a assumir o principal papel feminino.
Considerado como um dos melhores actores da sua geração, é um artista multifacetado, com uma carreira sólida em que experimentou, com êxito, vários géneros, do mais literário até ao teatro de revista, sendo um profissional completo que canta, dança e representa.
O popular actor interpretará o papel de Tevye, o pobre leiteiro que fala com Deus enquanto Rita Ribeiro será Golde.
Tipicamente enraizado nas tradições do teatro musical americano, "Um Violino no Telhado" narra a história de um pobre leiteiro judeu e da sua família na Rússia czarista, atormentado pelas incertezas de uma iminente revolução, que é forçado a emigrar para outra terra.
Baseado num conto de Sholom Aleichem, um Cervantes judaico, "Um Violino no Telhado" é, pela sua estrutural universalidade, "uma apologia à duradoura força do espírito humano e a habilidade do homem crescer, mudar e ultrapassar a adversidade".
José Raposo contracenará com Rita Ribeiro à frente de um elenco de 60 actores, cantores, bailarinos, num espectáculo que combina todas as disciplinas do teatro musical, a música, a dança e a comédia.
Joel Branco, Helena Rocha, Alexandre Falcão, José Pinto e Hugo Rendas desempenham os principais papeis num elenco muito numeroso que conta com muitos actores jovens e mesmo infantis, além de nove bailarinos, cinco deles vindos expressamente da Ucrânia para esta produção, e uma orquestra com nove músicos.
Filipe La Féria sublinhou que o elenco conta apenas com quatro elementos deslocados de Lisboa (além dos cinco bailarinos ucranianos), sendo todos os outros oriundos do Grande Porto.
O encenador fez um balanço positivo da sua estadia no Rivoli, que se iniciou há 13 meses, com a estreia de "Jesus Cristo Superstar", afirmando que entre esta produção e "O Principezinho", que esteve no Pequeno Auditório, "passaram pelo Rivoli cerca de um milhão e meio de pessoas".
Quanto ao aspecto financeiro, La Féria disse que estes treze meses "correram bem, dentro das expectativas".
"Todo o dinheiro que ganhámos está agora enterrado em "Um Violino no Telhado". A nossa vida é assim, ninguém fica rico em Portugal no teatro", sustentou.