Leiria reabre todos os museus e espaços culturais até 6 de junho

Leiria reabre todos os museus e espaços culturais até 6 de junho

O município de Leiria prevê abrir todos os museus e espaços culturais até 6 de junho, depois de concluídos os trabalhos de recuperação de vários edifícios que foram afetados pela depressão Kristin e tempestades seguintes.

Lusa /

No sábado, reabre já o Moinho do Papel, edifício histórico e que foi uma das primeiras fábricas de papel do país, no século XV.

O edifício, reabilitado em 2009 segundo projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira, serve de espaço cultural e dedica-se a atividades pedagógicas relacionadas com as artes e ofícios tradicionais relacionados com o papel e o cereal.

A reabertura é assinalada com um conjunto de atividades integradas na comemoração do Dia Internacional dos Museus.

De sábado a segunda-feira acontecem visitas guiadas, concerto e oficina para famílias.

Para o dia 21 está definida a reabertura do Banco das Artes Galeria, projeto dedicado à arte contemporânea, instalado na antiga agência do Banco de Portugal em Leiria, em edifício desenhado pelo arquiteto Ernesto Korrodi.

Nesse dia é inaugurada a exposição de escultura "O quê?!", de Jeff van Weereld, neerlandês atualmente radicado em Portugal.

No Dia do Município, em 22 de maio, Leiria abre ao público o Castelo e o Centro de Artes Villa Portela (CAVP).

No monumento estão previstas várias iniciativas ao longo do dia, como a oficina infantojuvenil "A horta do Alcaide", nos Paços Novos, e a visita orientada "Pedras com História: Construção e Reconstrução do Castelo de Leiria".

Nas Cisternas do Castelo abre no dia 24 "A poética dos materiais", exposição de Abílio Febra que resulta de uma residência artística.

A reabertura do CAVP coincide com a inauguração da exposição "Corpo-Fantasma", da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, com curadoria de Marta Espiridião.

O programa prevê também o concerto "Um Mozart sério e um saxofone que ri!", pelos solistas da Sociedade Artística Musical dos Pousos, sob direção de Simão Francisco.

Ainda em maio, o Museu de Leiria retoma a atividade no dia 29, voltando a receber visitantes, ao mesmo tempo em que acolhe as Jornadas de Primavera do Conselho Internacional de Museus (ICOM) Portugal.

Para mais tarde fica o mimo - Museu da Imagem em Movimento, o mais danificado dos equipamentos culturais da cidade. Apesar de algumas atividades programadas para o Dia Internacional dos Museus, o mimo apenas retoma o normal funcionamento em 06 de junho.

Entre os equipamentos culturais danificados pelo mau tempo em Leiria, já tinham regressado à atividade o Agromuseu D. Julinha, na Ortigosa, em 08 de março, e o Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho, no Lapedo, em Santa Eufémia, no dia 17 de abril.

Segundo informação do município de Leiria, a reabertura faseada dos espaços culturais simboliza "a capacidade de superação do território e das suas gentes".

"A programação escolhida reflete não apenas a riqueza cultural do concelho, mas também a importância da arte e da cultura como elementos estruturantes da identidade local", salientou a autarquia em comunicado.

Depois dos estragos da tempestade Kristin, a reativação dos museus e restantes espaços celebra "não apenas a identidade local, mas também a capacidade de renascer e seguir em frente".

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