Lisboa vai estar no tabuleiro especial do Monopólio

O jogo mais vendido do mundo faz esta quinta-feira 80 anos. Para comemorar vai ser lançada uma edição especial, com um tabuleiro mundial com 22 cidades do mundo. A votação esteve aberta e Lisboa foi a quarta mais votada, com entrada direta para um dos quarteirões mais caros do jogo.

Ana Sofia Rodrigues, RTP /
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Lisboa entra no jogo capitalista por excelência. A Torre de Belém será o ícone que vai figurar na “casa” do jogo. No bairro verde, o segundo mais caro do tabuleiro. Lugar de prestígioBairro verde vai ter Riga (Letónia), Lisboa (Portugal) e Istambul (Turquia)., num jogo que tem mais de mil milhões de jogadores em mais de uma centena de países e que já foi traduzido para 47 línguas. O novo tabuleiro deverá ser lançado já em setembro.

Lima, a capital co Peru, foi a mais votada. Será o equivalente ao “Rossio” na edição portuguesa do jogo: a propriedade mais cara que pode ser comprada. Aquela que, com hotel instalado, pode levar um adversário à falência. O bairro azul-escuro do jogo fica completo com Hong-Kong.

A propriedade mais barata do tabuleiro vai ser Madrid. Foram registados cerca de quatro milhões de votos em 182 países. Oitenta cidades estavam a votação.

Os resultados podem ser conhecidos na totalidade em VoteMonopoly.com. 
Taxas e taxinhas
O Monopoly edição Mundial vai ter nova forma de jogar. Os jogadores têm de visitar o maior número de destinos, colecionando selos no passaporte pelo caminho. Ganham dinheiro com taxas de visitas sempre que os adversários aterrem nas propriedades. Uma espécie de taxa turística, algo que vai entrando no léxico também de Lisboa.

Esta é uma nova forma de o jogo se reinventar, algo que tem acontecido ao longo dos seus 80 anos de existência. O monopólio conta já com edições online, jogos para consolas, edições diferentes que vão mantendo os fãs ocupados. O capitalismo continua. O vício de milhares também.

Em 2008 reuniram-se quase três mil fãs para bater o recorde de maior número de pessoas a jogar em simultâneo. O jogo mais longo de que há registo demorou 70 dias seguidos. Sempre com taxas e mais taxas. Impostos e impostos, a sorte, a caixa de previdência ou uma “ida diretamente para a prisão, sem passar na casa partida”. Jogo do Século
O Monopoly foi eleito em 2000 como o jogo do século. Surgiu há 80 anos, a 19 de março de 1935, quando a Parker Brothers adquiriu os direitos do jogo a Charles Darrow, nos Estados Unidos. Em um ano o jogo fabricou 35 mil cópias do jogo por semana.

O jogo original foi feito com materiais que o “criador” tinha à mão. O tabuleiro era coberto por um pedaço de oleado e as cartas eram escritas à mão. As casas e os hotéis eram aparas de madeira. Os peões eram peças de pulseiras das sobrinhas.

Muito mudou desde esse primeiro tabuleiro. O jogo já vendeu cerca de 160 milhões de unidades. Cria "discussões" desde aí. A competição é a marca. Comprar propriedades, angariar um “bairro”, comprar casas e hotéis e assim cobrar “renda” aos adversários que lá calham dá direito a alguns momentos de “tensão”. Até porque a ideia é pouco piedosa: o objetivo é levar os outros jogadores à bancarrota.

O jogo já vendeu cerca de 160 milhões de unidades. Em Portugal foi lançado na década de 50 pela Majora, com nome luso: Monopólio.

Uma década depois entrou na “internacionalização e globalização” e passou a ter a denominação oficial internacional: Monopoly.
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