Livro do Ano do Prémio Jabuti é sobre desigualdade de rendimentos no Brasil
O historiador brasileiro Pedro Ferreira de Souza venceu a categoria Livro do Ano do `Prémio Jabuti`, o mais tradicional troféu literário do Brasil, com a obra "Uma história da desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil 1926 - 2013".
Os vencedores do Livro do Ano e de todas as 19 categorias foram divulgados numa cerimónia na noite de quinta-feira em São Paulo.
Na categoria de romance venceu Tiago Ferro com a obra "O pai da menina morta", da editora Todavia, que narra a experiência do luto após uma perda trágica.
Este ano, a escritora Conceição Evaristo recebeu o título de personalidade literária do Jabuti numa votação unânime dos organizadores. Em comunicado, a decisão foi justificada pelo percurso da autora até publicar o primeiro texto, que foi "uma verdadeira saga, que é a luta dos escritores negros no Brasil de hoje".
Outro destaque desta edição foi o prémio póstumo dado para duas autoras.
Fernanda Young, morta em agosto, aos 49 anos, venceu na categoria Crónica com o livro "Pós-F: para além do masculino e do feminino".
A poeta Hilda Machado, morta em 2007, venceu na categoria Poesia com a obra Nuvens, publicada pela Editora 34.
O prémio Jabuti é atribuído pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e está dividido em quatro eixos - Literatura, Ensaios, Livro e Inovação.
O 61.º Prémio Jabuti teve 2.103 obras inscritas que foram avaliadas por um corpo de jurados, especialistas nas respetivas áreas, selecionados por meio de consulta pública e validados pelo conselho curador.
Cada vencedor das 19 categorias receberá 5 mil reais (cerca de mil euros) e do Livro do Ano, 100 mil reais (21,7 mil euros).