Luís Miguel Cintra homenageado no 31.º Festival de Almada

Almada, 20 jun (Lusa) - Luís Miguel Cintra é o homenageado da 31.ª edição do Festival de Teatro de Almada, que continua a apostar "no risco" e a mostrar peças "tecnicamente bem feitas que se fazem pelo mundo", disse hoje o diretor do certame.

Lusa /

"O critério de escolha dos espetáculos é que sejam bons, o que procuramos no Festival de Almada é mostrar o que de tecnicamente bem feito se faz no mundo", disse Rodrigo Francisco, diretor da Companhia de Teatro de Almada (CTA) e do certame.

O percurso de Luís Miguel Cintra como ator, encenador e o seu trabalho de 40 anos na Cornucópia serão o tema de uma exposição patente na Escola D. António da Costa (Almada) durante o festival, a decorrer entre 04 e 18 de julho em 12 espaços de Almada e Lisboa, foi ainda anunciado.

O diretor da Cornucópia dirigirá também um ciclo de sessões subordinadas ao teatro, intitulado "O sentido dos mestres", que nos próximos anos trará a Portugal "quatro consagrados criadores do teatro mundial", anunciou ainda o diretor da CTA.

Rodrigo Francisco, que falava na apresentação à imprensa do Festival, em Almada, acrescentou que o festival pretende "continuar a mostrar as várias correntes de bom teatro que se faz no mundo", independentemente de, enquanto espetador, poder nem gostar de peças que integrem a programação.

"O importante nos festivais, é o risco, um pouco como os melões, porque nunca sabemos o que vai sair dali", observou, sublinhando ser isso que os move e não "fazer peças muito bonitinhas" como se fossem em série.

A comemorar os 30 anos de existência, o Festival de Almada apresenta este ano 30 peças - seis das quais estreias e uma destas mundial -, além de espetáculos de rua, colóquios, concertos, sessões de cinema, tertúlias e outros eventos, num total de 139 sessões em quinze dias.

Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Croácia, reino Unido, Canadá e Argentina são os países de onde provêm as peças a exibir no Festival.

O orçamento da 31.ª edição do certame é de 557.000 euros: 215.000 provenientes da Câmara Municipal de Almada, 190.00 da Direção-Geral das Artes e 152.000 oriundos de parcerias, patrocinadores e receitas próprias da companhia, disse Rodrigo Francisco.

Este ano, o festival vai decorrer em 12 espaços diferentes e não em 10 como inicialmente a companhia avançara, situando-se a maioria em Almada, foi ainda anunciado.

Em Almada, a iniciativa decorrerá nas duas salas do Teatro Municipal Joaquim Benite, na Escola D. António da Costa, no Fórum Romeu Correia, no Pátio Prior do Crato, na sociedade Incrível Almadense e na Casa da Cerca, onde regressa uns anos depois de afastado deste espaço.

Em Lisboa, o Festival realiza-se no Teatro Municipal D. Maria II, no Centro Cultural de Belém (CCB), na Culturgest e nos teatros municipais S. Luiz e Maria Matos.

O Festival de Almada foi fundado em 1984, pelo ator e encenador Joaquim Benite que, em 1970, fundou o Grupo de Campolide, e em 1978 o transferiu para aquela cidade. Joaquim Benite dirigiu a Companhia de Teatro de Almada até à sua morte, a 04 de dezembro de 2012.

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