Maior exposição do País de esculturas em areia espera 200 mil
Cerca de 200 mil pessoas são esperadas no 3º Festival Internacional de Esculturas em Areia - FIESA 2005 - que decorre a partir de hoje até 25 de Setembro, em Armação de Pêra, Algarve.
Este ano, a edição do FIESA tem como tema Mundos Perdidos e é dedicada a antigos povos e civilizações do mundo, onde estão representados monumentos, artefactos e cenas de civilizações dos vários continentes, da autoria de 32 escultores de vários países, entre os quais nove portugueses.
Alguns desses escultores são mesmo considerados dos "melhores do mundo em esculturas em areia, vencedores de primeiros e segundos prémios em eventos mundiais", disse à Agência Lusa o mentor do certame, Alper Alagoz.
A iniciativa da ProSandArt, fundada em 2002 pelo escultor turco Alper Alagoz, consiste em mais de três dezenas de esculturas gigantescas em areia, que ocupam uma área de cerca de 15 mil metros quadrados, tendo sido utilizadas cerca de 30 mil toneladas de areia.
Segundo Alper Alagoz, "o espaço tem o mérito de ser a maior cidade do mundo esculpida em areia".
"É uma arte invulgar que, devido às suas dimensões, produz peças de rara beleza", observou aquele artista plástico.
Para a edição de 2005, foi escolhido um tema que "provoca esculturas de grande beleza visual", como as misteriosas estátuas da Ilha de Páscoa, o Poseidon - à cabeça de uma série de motivos da mítica Atlântida - um circo romano, um conjunto de políticos gregos e o Antigo Egipto.
No espaço dedicado à Mesopotâmia são reproduzidas algumas das esculturas mais representativas da arte dos antigos assírios, sumérios e persas.
As cerca de 30 esculturas reproduzem ainda templos hindus com esculturas do Kama Sutra, Confúcio rodeado por um dragão perto da Muralha da China e um samurai, referentes às civilizações milenares da Ásia.
O espaço central da exposição é ocupado pelas civilizações pré- colombianas, de que se destacam cabeças de guerreiros olmecas, um sacrifício asteca e símbolos maias.
Existe igualmente uma área dedicada ao tempo dos dinossáurios, que evolui para a representação dos primeiros homens e dos seus modos de vida durante o Paleolítico e o Neolítico.
Para que os "monumentos" se mantenham intactos ao longo de quatro meses, o escultor português Rodrigo Ferreira garante que "não existem segredos".
"A areia é a utilizada na construção, não é areia da praia, e antes das esculturas tem de ser muito bem compactada", explicou.
No entanto, o artista, de 26 anos, que participa pelo segundo ano no FIESA, deixa escapar que, por vezes, "é utilizada cola para fixar a cara dos personagens".
A participar também, pelo segundo ano consecutivo, a portuguesa Cristina Araújo considera a escultura em areia "uma arte invulgar que produz peças frágeis e temporais de dimensões espectaculares e valor estético inegável".
"Esta forma de expressão artística tem vindo a ganhar adeptos em todo o mundo, atraindo sempre muito público", observa Cristina Araújo, que trocou Lisboa pelo Algarve para se dedicar a este tipo de arte.
O único mega-parque de exposições de esculturas em areia existente em Portugal começou a ser preparado em Abril passado, pelos 32 artistas de várias nacionalidades que permanecerão na região algarvia até final do evento.
De fácil acesso, o FIESA 2005 - situado entre a EN-125 e a A-22 (Via do Infante), entre Pêra e Algoz - pode ser visitado entre as 10:00 e as 24:00.