Maria do Céu Guerra recorda "ator único e grande amigo"

A atriz Maria do Céu Guerra lamentou hoje a morte de Nicolau Breyner, em Lisboa, sublinhando que era "um ator único e um grande amigo, uma pessoa extraordinária".

Lusa /

Nicolau Breyner, 75 anos, morreu hoje, em casa, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da assessoria do ator.

Maria do Céu Guerra estava atualmente a participar, com Nicolau Breyner, nas gravações da telenovela da TVI "A Impostora" e, em 2014, protagonizaram os dois o filme "Os gatos não têm vertigens", de António-Pedro Vasconcelos.

"Todos os dias falávamos intensamente em novos projetos - um para a televisão e outro para o teatro - e estávamos muito entusiasmados. Fico imensamente triste e não vou falar desses projetos, vão ficar só entre nós dois", disse a atriz à agência Lusa.

Nicolau Breyner "era uma pessoa muito inteligente, culta, com um talento extraordinário para interpretar tudo o que lhe era pedido".

"Tinha o poder da leveza, de desdramatizar os problemas, e era contagiante, na vida e em palco", sublinhou ainda a atriz, indicando que, "ultimamente, andava triste, mas fazia tudo para não transparecer".

Nascido em Serpa, no distrito de Beja, a 30 de julho de 1940, com uma carreira de mais de 60 anos, o ator deixou uma marca intensa na televisão portuguesa, sobretudo através de telenovelas muito populares como "Vila Faia" e "Cinzas", entre outras.

Ficou também conhecido do grande público em programas na televisão, como Nicolau no País das Maravilhas, em 1975, no qual criou o "sketch" "Senhor feliz e senhor contente", com Herman José, e "Eu Show Nico", e em papís dramáticos como o de Vasco Ataíde Câmara, que desempenhou em "Uma família açoreana", série da RTP, escrita por Maria Filomena Mónica e António Barreto.

Com um percurso iniciado como cantor dramático - era tenor -, Nicolau Breyner desenvolveu uma carreira como ator.

No cinema, trabalhou também com João Botelho ("Corrupção") e Leonel Vieira ("A arte de Roubar"), entre outros, e, como realizador, dirigiu "Contrato" e "Sete pecados rurais".

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