Marta Rema venceu a 3.ª edição do prémio de curadoria Atelier-Museu Júlio Pomar
A curadora Marta Rema é a vencedora do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar/Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) 2018-2019, divulgou a instituição.
Uma citação de Júlio Pomar - "Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero" - dá nome ao projeto de Marta Rema, que será apresentado numa exposição no Atelier-Museu, a decorrer de 31 de janeiro a 14 de abril 2019.
Nascida em Torres Novas, em 1976, Marta Rema é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e pós-graduada em estudos curatoriais pela Faculdade de Belas-Artes, da mesma instituição.
A curadora é a vencedora da terceira edição do prémio, sucedendo a projetos de Maria do Mar Fazenda (2015) e de Hugo Dinis (2016), e da sua formação fazem parte seminários sobre arte contemporânea, curadoria e comunicação.
Foi produtora e responsável pela comunicação nas associações Artéria -- Humanizing Architecture, Artes e Engenhos, Máquina Agradável e AADK Portugal, além de ter coordenado a divulgação e chefiado a produção, na produtora Terratreme Filmes, de dois filmes de Susana Nobre (2014).
Assumiu a direção de comunicação e a coordenação do projeto educativo das duas primeiras edições do festival de artes performativas Materiais Diversos (2009-10).
Tradutora de francês desde 1998, inventariou e catalogou o acervo documental e bibliográfico do espólio de Agostinho da Silva (1997).
Mantém o `blog` Fogos Locais (fogoslocais), desde dezembro de 2010, escreveu e publicou sobre a obra de artistas como Sandro Resende, Sara Lamúrias, Rui Pedro Jorge e o pintor Urbano, escreveu para a revista V-Ludo e no Jornal Torrejano.
Entre os projetos em que participou ou promoveu encontram-se três exposições de designers portugueses no "Round the Corner" (2012), "Drifting/Em Deriva", de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco (Negócio 2012), com Sofia Borges, a vídeo-performance "Bardo" (Demimonde 2012), "Jacarandá", com Jonas Lopes (Teatro do Bairro, 2013), e, a solo, "Arlequina" (Demimonde, 2013).
Publicou a peça de teatro "Como um quarto sem telhado", na Coleção de Textos de Teatro, do Nacional D. Maria II, que foi apresentada no âmbito do festival "Leituras Encenadas", em 2016.
Marta Rema foi a escolhida por um júri constituído pela diretora do Atelier-Museu Júlio Pomar, Sara António Matos, pela curadora independente Luiza Teixeira de Freitas, e pelo subdiretor do Museu Nacional - Centro de Arte Rainha Sofia, de madrid, João Fernandes.