Mau tempo. Convento de Cristo e Mosteiro da Batalha reabrem sexta-feira

Mau tempo. Convento de Cristo e Mosteiro da Batalha reabrem sexta-feira

O Convento de Cristo, em Tomar, e o Mosteiro da Batalha vão reabrir ao público na sexta-feira, depois dos encerramentos causados pelo impacto do mau tempo, anunciou hoje a Museus e Monumentos de Portugal (MMP).

Lusa /

"Com a reabertura destes dois monumentos inscritos na Lista de Património Mundial da UNESCO -- com algumas áreas ainda com acesso condicionado -, ficam em funcionamento todos os equipamentos culturais sob gestão da MMP que haviam sido temporariamente encerrados devido ao mau tempo", indicou a empresa pública, em comunicado.

A MMP recordou que os encerramentos dos dois monumentos nacionais aconteceram devido a "danos provocados pelo temporal, designadamente ao nível de fachadas, vidros e coberturas", assim como pela "queda de árvores nas áreas envolventes".

"Concluída a fase de resposta imediata e reunidas as condições de segurança, inicia-se agora a etapa das intervenções de manutenção e conservação necessárias à reposição integral das condições dos imóveis, em articulação com a tutela e as entidades competentes", acrescentou a MMP.

Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades deste mês, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado, como o Convento de Cristo, em Tomar, a apresentarem "danos graves", segundo um balanço divulgado no dia 12 pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.

A "destruição total" da Charolinha da Mata dos Sete Montes, junto ao Convento de Cristo, e de complexos arqueológicos do Forte Novo, em Loulé, estavam entre os casos mais severos sinalizados em museus, monumentos, sítios ou igrejas nos concelhos de Aveiro, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Estremoz, Figueira da Foz, Leiria, Lisboa, Loulé, Montalvão, Nisa, Penela, Pombal, Santa Comba Dão, Tomar, Torres Novas, Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.

As obras de recuperação deverão exigir um investimento de cerca de 20 milhões de euros, segundo a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em declarações feitas no começo de fevereiro, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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