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Mau tempo: Ministra diz que momento pode ser aproveitado para obras previstas há décadas

Mau tempo: Ministra diz que momento pode ser aproveitado para obras previstas há décadas

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto considerou esta segunda-feira que o infortúnio das intempéries vai ser aproveitado para levar a cabo intervenções em museus e monumentos que estavam previstas há décadas, mas que nunca chegaram a ser concretizadas.

Lusa /
Página do Facebook do Museu Nacional de Conímbriga

"Esta intempérie, que foi trágica para esta Região Centro, mas que depois acabou por ter repercussões também noutras partes do país, das poucas coisas positivas que daí podem resultar são algumas destas intervenções que estavam há muitas décadas para serem feitas", destacou a ministra Margarida Balseiro Lopes.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto visitou esta tarde o Museu Nacional de Conímbriga, com passagem pelo campo arqueológico e pela oficina de mosaicos, onde foi possível ver alguns danos deixados pela passagem da tempestade Kristin, que obrigaram ao seu encerramento durante uma semana.

Em declarações à agência Lusa, a governante explicou que a reconstrução da Oficina dos Mosaicos é um exemplo de como se pode aproveitar o infortúnio para se construir algo de melhor: "Um dos exemplos mais evidentes é a Oficina dos Mosaicos que, além de ser provisória como se vê, tinha até para as pessoas que trabalhavam dentro da oficina condições que objetivamente não eram as melhores e que foram expostas no contexto da tempestade: estamos a falar de amianto. Nós agora temos verba suficiente para ter uma nova oficina, que estará perfeitamente enquadrada na paisagem".

A reconstrução da oficina dos mosaicos deverá ser feira uns metros mais à frente, com uma verba que rondará entre 1,2 a 1,3 milhões de euros.

"Aquilo que a Museus e Monumentos de Portugal me sinalizou é que será possível, até ao final do ano, termos a Oficina dos Mosaicos feita", acrescentou.

Segundo a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, esta é uma intervenção que vai ser feita em paralelo com as quatro empreitadas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que estão atualmente em curso ou para abertura de concurso e que "deverão estar terminadas entre junho e agosto".

Três destas intervenções do PRR incidem na Muralha do Alto Império, Muralha do Sector F e Bico da Muralha, enquanto a outra é um projeto de 'wifi' para o Museu e Campo Arqueológico.

"Um ponto que acho importante diz respeito àquelas casas que nós vimos mais pequenas, com algumas das trabalhadoras do Museu, que atualmente não têm boas condições para alguém estar dentro daquela instalação a trabalhar. Vão ser também requalificadas", informou.

Já o diretor do Museu Nacional de Conímbriga, Vítor Dias, congratulou-se com o facto de poderem vir a ter uma Oficina de Mosaicos "com um índice de conforto adaptado e adequado à contemporaneidade".

"Será realmente um ganho significativo, não só para a nossa capacidade de intervir no campo arqueológico, mas também na perspetiva de podermos criar uma escola de formação associada à conservação de mosaicos", acrescentou.

De acordo com Vítor Dias, esta é uma ambição que conta já com algumas décadas, uma vez que a Oficina dos Mosaicos tem mais de quatro décadas e "já era provisória na altura".
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