Mira Amaral acusa Carrilho de ser "grande responsável" pelo "disparate" de parar a barragem
Lisboa, 28 jul (Lusa) -- O então ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho é o "grande responsável" pelo "disparate" de suspender a construção da barragem no Vale do Côa devido a gravuras rupestres, acusou hoje o ex ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva Mira Amaral.
Em 1995, pouco depois de ter sido nomeado ministro da Cultura, Carrilho promoveu a preservação das gravura, uma decisão de que não se arrepende. Em resposta às acusações de Mira Amaral, Carrilho diz que o "ressentimento é sempre mau conselheiro, além das escamas que cria, pode também implicar -- como se vê -- alguma dissonância cognitiva".
A dias da abertura do Museu de Arte e Arqueologia, Mira Amaral também não poupa o "grupeiro de paleolíticos" e Mário Soares que popularizou em 1995 a frase: "as gravuras não sabem nadar".