Cultura
Moita Flores lança primeiro romance policial
O criminalista, escritor, agora autarca Francisco Moita Flores tem nos escaparates o seu primeiro romance policial, um "casamento" entre os primórdios da investigação criminal e a praga da filoxera que se abateu sobre o Douro no final do século XIX.
"A Fúria das Vinhas", uma história passada nos socalcos do Douro "no tempo em que se abriam as portas da ciência e do conhecimento", surgiu do muito material recolhido e não usado quando escreveu o argumento da série televisiva sobre D. Antónia Ferreira, a Ferreirinha, disse o autor à agência Lusa.
Actual presidente da Câmara Municipal de Santarém, Moita Flores considerou que este era "o momento ideal" para escrever um policial, numa fase em que já há algum afastamento em relação ao seu tempo de investigador da Polícia Judiciária.
"Este é um regresso à raiz, ao útero da investigação criminal moderna", assinalou.
Segundo Moita Flores, a ideia do livro partiu do muito material que reuniu quando preparou a série televisiva, sobretudo do manancial de informação sobre a filoxera, praga que ia destruindo as vinhas, uma "tragédia que se abateu sobre o Douro e depois sobre todo o país".
Moita Flores viveu seis meses intensos no Douro, uma impressão forte da paisagem que deixa no livro, que começa com a morte de uma jovem (e o aparecimento do detective Vespúcio Ortigão) e o inconformismo de D. Antónia perante o avanço da filoxera.
O livro foi escrito em Santarém - "as últimas 100 páginas já como presidente da Câmara", observa.
"A Fúria das Vinhas", editado pela "Casa das Letras", está já distribuído em todo o país, tendo vendido até ao momento 12.000 exemplares, referiu o escritor.
O lançamento da obra está marcado para 04 de Abril, em Lisboa, onde será apresentado pelo ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio.
Moita Flores disse à Lusa que tem já outra obra em mãos, desta vez uma opereta que junta um primeiro-ministro "inventado para os dias de hoje" e o Marquês de Pombal.
A opereta, com música de João Gil e Rui Veloso, é para estrear no princípio do Verão, indicou.
"É um grande exercício num território que nunca experimentei, a farsa e a comédia, que me está a dar muito gozo", confessou, adiantando que tem mais "três ou quatro projectos na cabeça".
"A escrita é a minha vida", disse, sublinhando que só se candidatou à presidência da Câmara de Santarém na condição de poder continuar a escrever, embora a sua condição de autarca seja absorvente.
"Não consigo baixar a pendência de mil pessoas para receber", declarou, acrescentando que recebe pedidos dos mais díspares, "desde a pedra da rua, até para ler os escritos de poesia de alguém ou para fazer prefácios".
"Só prefácios tenho uns dez para fazer, e não são só de gente de Santarém", anotou, lembrando ainda que muitas vezes é procurado como "conselheiro".
É, sintetizou, uma experiência "riquíssima" que um dia poderá passar à forma de letra. "Um dia", porque de momento está "demasiado envolvido com Santarém".
Actual presidente da Câmara Municipal de Santarém, Moita Flores considerou que este era "o momento ideal" para escrever um policial, numa fase em que já há algum afastamento em relação ao seu tempo de investigador da Polícia Judiciária.
"Este é um regresso à raiz, ao útero da investigação criminal moderna", assinalou.
Segundo Moita Flores, a ideia do livro partiu do muito material que reuniu quando preparou a série televisiva, sobretudo do manancial de informação sobre a filoxera, praga que ia destruindo as vinhas, uma "tragédia que se abateu sobre o Douro e depois sobre todo o país".
Moita Flores viveu seis meses intensos no Douro, uma impressão forte da paisagem que deixa no livro, que começa com a morte de uma jovem (e o aparecimento do detective Vespúcio Ortigão) e o inconformismo de D. Antónia perante o avanço da filoxera.
O livro foi escrito em Santarém - "as últimas 100 páginas já como presidente da Câmara", observa.
"A Fúria das Vinhas", editado pela "Casa das Letras", está já distribuído em todo o país, tendo vendido até ao momento 12.000 exemplares, referiu o escritor.
O lançamento da obra está marcado para 04 de Abril, em Lisboa, onde será apresentado pelo ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio.
Moita Flores disse à Lusa que tem já outra obra em mãos, desta vez uma opereta que junta um primeiro-ministro "inventado para os dias de hoje" e o Marquês de Pombal.
A opereta, com música de João Gil e Rui Veloso, é para estrear no princípio do Verão, indicou.
"É um grande exercício num território que nunca experimentei, a farsa e a comédia, que me está a dar muito gozo", confessou, adiantando que tem mais "três ou quatro projectos na cabeça".
"A escrita é a minha vida", disse, sublinhando que só se candidatou à presidência da Câmara de Santarém na condição de poder continuar a escrever, embora a sua condição de autarca seja absorvente.
"Não consigo baixar a pendência de mil pessoas para receber", declarou, acrescentando que recebe pedidos dos mais díspares, "desde a pedra da rua, até para ler os escritos de poesia de alguém ou para fazer prefácios".
"Só prefácios tenho uns dez para fazer, e não são só de gente de Santarém", anotou, lembrando ainda que muitas vezes é procurado como "conselheiro".
É, sintetizou, uma experiência "riquíssima" que um dia poderá passar à forma de letra. "Um dia", porque de momento está "demasiado envolvido com Santarém".