Morreu bailarino e coreógrafo chileno Patricio Bunster
Patricio Bunster, um dos mais destacados bailarinos e coreógrafos chilenos das últimas décadas, faleceu no domingo, em consequência de um cancro, informou a família.
Bunster, de 86 anos, tinha estreado recentemente "Antologia II", uma compilação dos seus mais importantes trabalhos, pela qual, já no seu leito de enfermo, recebeu as mais altas distinções.
Este ano o coreógrafo vira as suas criações "Ventoleras" e "Antologia I" premiadas com o prémio Altazor.
Em 2005, o ministério da Cultura chileno distinguiu-o com a Ordem de Mérito Pablo Neruda.
Militante comunista desde a sua juventude, Bunster foi professor da Escola de Dança e da Escola de Teatro da Universidade do Chile.
Solista e subdirector do Ballet Nacional nos anos 50, na sequência do golpe militar de 1973 exilou-se na ex-República democrática alemã, onde trabalhou até 1985 como professor de dança moderna e coreógrafo na Escola Palucca (Dresden) e como director de movimento em cerca de 30 montagens em teatros de Rostock, Berlim, Frankfurt-Oder, Weimar e Dresden, entre outras localidades.
Pelo seu trabalho criativo e de docente recebeu numerosas condições e foi eleito em 1984 membro correspondente da hoje extinta Academia das Artes de Berlim, juntamente com o cineasta japonês Akira Kurosawa.
Desempenhou ainda funções de coreógrafo convidado no Ballet Nacional de Cuba, no México, Noruega e Costa Rica.
No Chile, em 1995, recebeu o Prémio Municipal de Arte e em 1997 foi condecorado com a Ordem de Mérito Docente e Cultural Gabriela Mistral.