Morreu Ilse Losa
A escritora Ilse Lieblich Losa nasceu em Março de 1913 na Alemanha, onde devido à sua ascendência judaica foi perseguida pela Gestapo, a polícia nazi.
Em 1934, refugiou-se no Porto, onde casou com o arquitecto Arménio Losa e adquiriu a nacionalidade portuguesa.
A obra de Ilse Losa inclui romances, contos, crónicas, trabalhos pedagó gicos e para crianças.
Recebeu o Grande Prémio Gulbenkian em 1984 pelo conjunto dos livros que escreveu para o público infantil.
"Histórias Quase Esquecidas" (1950), "Aqui Havia Uma Casa" e "A Flor Az ul" (ambos de 1955), "Sob Céus Estranhos" (1962), "Na Quinta das Cerejeiras", (1 984), "Rio sem Ponte" (1988), "A Visita ao Padrinho e outras histórias" (1989) e "O Príncipe Nabo" (2000) são alguns dos títulos da sua autoria.
Ilse Losa, que foi também colaboradora de jornais e revistas, alemães e portugueses, caso do Jornal de Notícias, Comércio do Porto, Diário de Notícias, Neue Deutsche Literatur, entre outros, recebeu o Grande Prémio da Crónica Assoc iação Portuguesa de Escritores em 1998, pelo livro "à Flor do Tempo".
Representada em várias antologias de autores portugueses, foi tradutora literária do alemão para o português e assistiu à publicação, na Alemanha, de " O Mundo em que Vivi", em 1990, e do volume de contos "Caminhos sem Destino", doi s anos depois.
"O Mundo em que Vivi", editado pela Afrontamento e actualmente em 26ª e dição, é uma das obras de leitura integral aconselhada pelo Ministério da Educaç ão.