Morreu Manso Pinheiro, editor da Estampa e dirigente da APEL

O editor António Carlos Manso Pinheiro, presidente da mesa da Assembleia-Geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, APEL, faleceu quarta-feira à noite no Hospital da Cuf em Lisboa, informou hoje a direcção da Associação.

Agência LUSA /

Manso Pinheiro, que quarta-feira completara 65 anos, tinha sido operado há cerca de um mês a um cancro no pâncreas.

Num comunicado, a APEL exprimiu "profunda mágoa" pela morte do seu dirigente, "um editor de excepção" e "homem de elevado nível cultural e cívico".

"Cumpre-nos honrar a memória do nosso Colega que, para além das enormes qualidades profissionais e humanas, muito dedicou da sua inteligência e do seu esforço à nobre causa do associativismo editorial", lê-se.

Natural de Coimbra, Manso Pinheiro era o editor da Estampa, criada nos anos 60 e com algumas obras de vulto a marcar o seu percurso.

Em declarações à Lusa, Baptista Lopes, presidente da direcção da APEL, destacou o "trabalho notável" desenvolvido pelo seu colega de associação à frente da editora, evocando em particular o caso da publicação da "História de Portugal", de José Mattoso.

O corpo de Manso Pinheiro estará a partir da tarde de hoje na Igreja de S. João de Deus, à Praça de Londres, em Lisboa, de onde sairá sexta-feira para o Cemitério do Alto de S. João, sendo cremado pelas 17:30.

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