Morreu o arquiteto Diogo Seixas Lopes

O arquiteto morreu esta quinta-feira, aos 43 anos, vítima de cancro no cérebro.

RTP /
O arquiteto foi responsável pela requalificação do Teatro Thalia, em Lisboa DR

O arquiteto morreu durante a madrugada de quinta-feira, vítima de cancro no cérebro. Segundo a agência Lusa, Diogo Seixas Lopes faleceu numa unidade de cuidados paliativos em Mafra.

Seixas Lopes nasceu em Lisboa, em 1972, tinha 43 anos e distinguiu-se, entre outros projetos, pela requalificação do Teatro Thalia, em Lisboa, num trabalho conjunto com o arquiteto Gonçalo Byrne. Para além da arquitetura, destacou-se enquanto historiador, projetista e crítico.

Integrou a Barbas Lopes Arquitetos, escritório que desenhou vários edifícios públicos e privados, bem como remodelações. Foi consultor da Garagem Sul do Centro Cultural de Belém e fez parte da direção do Jornal Arquitetos.
Um arquiteto "irrequieto"
Licenciou-se em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa em 1996 e doutorou-se na Suíça, no Instituto Suíço de Tecnologia de Zurique.

Enquanto docente, lecionou na Universidade de Coimbra e foi professor convidado na Universidade de Carleton, em Ottawa. Também no Canadá, foi bolseiro do Centro de Arquitetura. Em Portugal, trabalhou com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Atualmente, Seixas Lopes era um dos arquitetos responsáveis pela curadoria da quarta edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, a decorrer entre outubro e dezembro de 2016.

O Presidente da Ordem dos Arquitetos, que relembra Seixas Lopes como um homem da cultura e um arquiteto "bastante irrequieto".

Em declarações à Antena 1, João Santa Rita destaca ainda o "legado grande" na cultura arquitetónica e um trabalho que promoveu "pontes" com a arquitetura de outros países.
Trabalho distinguido
A requalificação do Teatro Thalia foi um dos projetos nomeados para os Icon Awards 2012, Designs of the Year 2013 e o Mies van der Rohe Award 2013.

Também no plano internacional, o Guardian considerou a tese de doutoramento do arquiteto como um dos "livros do ano", dentro da temática da arquitetura.

"Melancholy and Architecture" debruça-se sobre o trabalho do arquiteto Aldo Rossi e é descrito pelo jornal britânico como um estudo "sobre uma característica negligenciada (a melancolia), numa profissão que normalmente gosta de ser otimista".

 c/ Lusa
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