Morreu o cineasta Michelangelo Antonioni

O cineasta italiano Michelangelo Antonioni, um dos grandes mestres do cinema europeu, morreu segunda-feira na sua casa de Roma com 94 anos, disse hoje fonte familiar.

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O realizador faleceu "tranquilamente, na sua poltrona, tendo ao seu lado a mulher, Enrica Fico", referiu a fonte à agência noticiosa italiana Ansa.

O corpo estará quarta-feira em câmara ardente na Câmara Municipal de Roma, estando o funeral marcado quinta-feira em Ferrara, no norte de Itália, onde o realizador nasceu em 29 de Setembro de 1912.

"Com Antonioni morre não só um dos maiores realizadores, mas também um mestre da modernidade", declarou hoje o presidente da câmara de Roma, Walter Veltroni, num comunicado.

Cineasta da incomunicabilidade ou da dificuldade de viver e amar, dirigiu duas dezenas de filmes, entre os quais "Escândalo de Amor" (1950) e "O Grito" (1957), a trilogia constituída por "A Aventura" (1960), "A Noite" (1961) e "O Eclipse" (1962), e ainda "O Grito" (1957), "O Deserto Vermelho" (1964), "Blow-up" (1966), ou "Identificação de uma Mulher" (1982).

Consagrado internacionalmente, ganhou o Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 1964, com "O Deserto Vermelho", a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1967 com "Blow-up", o Prémio Especial do Júri de Cannes com "Identificação de uma Mulher" em 1982, um Óscar de Hollywood pelo conjunto da sua carreira em 1955 e também um Leão de Ouro pela carreira em Veneza, em 1997.

Tinha dificuldade em deslocar-se e em falar devido a um acidente vascular cerebral que sofreu em 1985.

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