Cultura
Morreu o "detective Columbo"
O actor Peter Falk, que durante anos encarnou a personagem do "tenente Columbo, morreu em Beverley Hills na quarta feira, segundo ontem foi comunicado à imprensa. O protagonista de uma das mais populares séries televisivas, apesar da sua aparência modesta e desastrada, escondia uma invulgar perspicácia e desvendava todos os homicídios.
Essa aparência era ainda sulbinhada por Columbo sempre invocaqr a autoridade da sua mulher em todas as conversas com os suspeitos, deixando invariavelmente a impressão de alguém com reduzida capacidade para fazer os seus próprios juízos. Mas, ao seu inquisitivo poder de observação nenhum detalhe escapava. E era sempre algum detalhe inesperado que, no final, acabava por trair um criminoso improvável.
A história real é bem mais prosaica do que esta engenhosa, mas algo recorrente, construção narrativa. O perspicaz "Columbo", Peter Falk na vida real, filho de imigrantes judeus de origem checa e húngara, nasceu em Nova Iorque e, logo aos três anos, perdeu um olho devido a um tumor - daí a sua característica fisionomia, sempre com uma pálpebra semi-cerrada.
Na sua vida profissional, começou por ser cozinheiro na Marinha de Guerra norte-americana, dirigiu uma banda de música rock, trabalhou para o fisco e candidatou-se a um lugar na CIA. Mas a agência de espionagem não deu grande coisa por aquela perspicácia que Falk iria mais tarde representar de forma tão convincente diante das câmaras de filmar e chumbou-o.
Falk começou a sua carreira de actor em 1958, em papeis secundários, mas viria a ser nomeado para um Oscar pelo seu papel no filme "Submundo", e para outro no último filme de Frank Capra. Foi também galardoado com quatro "Emmys". Mas o papel que verdadeiramente o imortalizou foi o do detective Columbo.
O fim de vida de Peter Falk não foi mais fácil do que o seu começo de carreira. O perspicaz detective padecia de Alzheimer e de demência, o que deu lugar a um penoso conflito entre sua mulher e sua filha, ambas disputando a responsabilidade de tomarem decisões por ele. A disputa judicial foi resolvida a favor da mulher, tendo a filha ficado apenas com o direito de visitá-lo de duas em duas semanas.
A história real é bem mais prosaica do que esta engenhosa, mas algo recorrente, construção narrativa. O perspicaz "Columbo", Peter Falk na vida real, filho de imigrantes judeus de origem checa e húngara, nasceu em Nova Iorque e, logo aos três anos, perdeu um olho devido a um tumor - daí a sua característica fisionomia, sempre com uma pálpebra semi-cerrada.
Na sua vida profissional, começou por ser cozinheiro na Marinha de Guerra norte-americana, dirigiu uma banda de música rock, trabalhou para o fisco e candidatou-se a um lugar na CIA. Mas a agência de espionagem não deu grande coisa por aquela perspicácia que Falk iria mais tarde representar de forma tão convincente diante das câmaras de filmar e chumbou-o.
Falk começou a sua carreira de actor em 1958, em papeis secundários, mas viria a ser nomeado para um Oscar pelo seu papel no filme "Submundo", e para outro no último filme de Frank Capra. Foi também galardoado com quatro "Emmys". Mas o papel que verdadeiramente o imortalizou foi o do detective Columbo.
O fim de vida de Peter Falk não foi mais fácil do que o seu começo de carreira. O perspicaz detective padecia de Alzheimer e de demência, o que deu lugar a um penoso conflito entre sua mulher e sua filha, ambas disputando a responsabilidade de tomarem decisões por ele. A disputa judicial foi resolvida a favor da mulher, tendo a filha ficado apenas com o direito de visitá-lo de duas em duas semanas.