Cultura
Morreu o escritor Luís Miguel Rocha, autor de "O Último Papa"
Morreu esta quinta-feira aos 39 anos o escritor Luís Miguel Rocha. Apesar da sua juventude, deixou várias obras centradas na vida politizada do Vaticano, onde aborda as questões de poder, os papas e a maçonaria.
Os seus livros acabaram por ter uma grande projeção a nível mundial, causando também mal-estar junto dos responsáveis máximos da hierarquia católica. Nascido no Porto, em fevereiro de 1976, Luís Miguel Rocha escreveu vários livros com sucesso internacional, como o "O Último Papa" (2006), "A Filha do Papa" (2013). Entre as suas obras estão ainda "Um País Encantado" (2005), "Bala Santa" (2007), "A Virgem" (2009), "A Mentira Sagrada" (2011).
O escritor começou a vida profissional como repórter de imagem, tradutor e guionista. Viveu dois anos em Londres, onde supervisionou guiões para produtores britânicos. Regressa a Portugal, ao Porto, e dedica-se exclusivamente à escrita.
Em "O Último Papa", editado em 2006, Luís Miguel Rocha tece uma teoria sobre a morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, que governou a Santa Sé pouco mais de um mês, sucumbindo inesperadamente na noite de 28 de setembro de 1978. Sucedeu-lhe Karol Wojtyła, o Papa João Paulo II.
Ficou sempre um grande mistério em redor dos 33 dias de pontificado, com teorias da conspiração e dúvidas sobre as verdadeiras causas da morte de Albino Luciani, um papa amado pelos católicos que ficaria para a história com o cognome de Papa Sorriso, pela sua afabilidade.
O livro sobre João Paulo I tocava pontos sensíveis da hierarquia católica, ao abordar o papel da loja maçónica Propaganda Due (P2) e da CIA na regência do Vaticano, operações de lavagem de dinheiro e na própria morte de João Paulo I.
Um bestseller do New York Times
Na sequela de "O Último Papa", o livro “Bala Santa”, Luís Miguel Rocha aponta a uma tese sobre o atentado de que foi alvo o Papa João Paulo II. Esta obra vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo, o que lhe daria entrada para o top de bestsellers do jornal norte-americano The New York Times.Por abordar temas ligados ao Vaticano, os seus livros geraram polémica, merecendo criticas por explorar temas religiosos como fez Dan Brown ("O Código Da Vinci").
Luís Miguel Rocha dizia no entanto que nunca escrevia sobre religião, mas sobre "temáticas políticas dentro de um Estado chamado Vaticano que por acaso é onde se administra a Igreja Católica".
A sua última obra, "A Filha do Papa" (2013), gira à volta dos “segredos do Vaticano”.
Os seus livros estão publicados em mais de 30 países, desde o Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e Polónia.
De acordo com fonte familiar, o escritor morreu esta quinta-feira em Mazarefes, distrito de Viana do Castelo, vítima de doença prolongada.
O corpo do escritor vai estar em câmara ardente na Capela das Boas Novas, em Mazarefes, e o funeral realiza-se sexta-feira, às 16:00, para o cemitério local.
O escritor começou a vida profissional como repórter de imagem, tradutor e guionista. Viveu dois anos em Londres, onde supervisionou guiões para produtores britânicos. Regressa a Portugal, ao Porto, e dedica-se exclusivamente à escrita.
Em "O Último Papa", editado em 2006, Luís Miguel Rocha tece uma teoria sobre a morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, que governou a Santa Sé pouco mais de um mês, sucumbindo inesperadamente na noite de 28 de setembro de 1978. Sucedeu-lhe Karol Wojtyła, o Papa João Paulo II.
Ficou sempre um grande mistério em redor dos 33 dias de pontificado, com teorias da conspiração e dúvidas sobre as verdadeiras causas da morte de Albino Luciani, um papa amado pelos católicos que ficaria para a história com o cognome de Papa Sorriso, pela sua afabilidade.
O livro sobre João Paulo I tocava pontos sensíveis da hierarquia católica, ao abordar o papel da loja maçónica Propaganda Due (P2) e da CIA na regência do Vaticano, operações de lavagem de dinheiro e na própria morte de João Paulo I.
Um bestseller do New York Times
Na sequela de "O Último Papa", o livro “Bala Santa”, Luís Miguel Rocha aponta a uma tese sobre o atentado de que foi alvo o Papa João Paulo II. Esta obra vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo, o que lhe daria entrada para o top de bestsellers do jornal norte-americano The New York Times.Por abordar temas ligados ao Vaticano, os seus livros geraram polémica, merecendo criticas por explorar temas religiosos como fez Dan Brown ("O Código Da Vinci").
Luís Miguel Rocha dizia no entanto que nunca escrevia sobre religião, mas sobre "temáticas políticas dentro de um Estado chamado Vaticano que por acaso é onde se administra a Igreja Católica".
A sua última obra, "A Filha do Papa" (2013), gira à volta dos “segredos do Vaticano”.
Os seus livros estão publicados em mais de 30 países, desde o Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e Polónia.
De acordo com fonte familiar, o escritor morreu esta quinta-feira em Mazarefes, distrito de Viana do Castelo, vítima de doença prolongada.
O corpo do escritor vai estar em câmara ardente na Capela das Boas Novas, em Mazarefes, e o funeral realiza-se sexta-feira, às 16:00, para o cemitério local.