Morreu o organista de jazz Jimmy Smith
O organista de jazz norte-americano Jimmy Smith, o "mestre do Hammond B3", que revolucionou o jazz nas décadas de 1950 e 1960, morreu terça-feira aos 79 anos, anunciou quarta-feira a sua casa discográfica.
O músico negro norte-americano morreu terça-feira na sua casa de Phoenix, no Arizona, pode ler-se num comunicado da casa discográfica Concord Record.
"Jimmy era um dos maiores músicos e um dos mais inovadores do seu tempo. Amo o homem tanto como a sua música", declarou o seu amigo Joey Defrancesco.
A cadeia de televisão MTV indicou que Smith tinha sido encontrado morto em frente à sua televisão durante a tarde pelo seu empresário, Bob Clayton.
Smith nasceu na Pensilvânia a 08 de Dezembro de 1925. Outras biografias referem que o seu nascimento foi no ano de 1928.
Depois de ter começado como pianista, passou para o órgão Hammond B3 durante os anos 1950 e 1960 que contribuiu para dar a conhecer no meio do jazz, aliando rythm and blues e gospel.
O seu último álbum gravado conjuntamente com Joey DeFrancesco, "Legacy", deverá sair a 15 de Fevereiro.
Jimmy Smith não sabia ler música. Depois de experimentar o órgão em 1951, lançou um novo som graças ao Hammond B3.
Inspirou-se em músicos como Coleman Hawkins, Don Byas e Arnet Cobb.
Em Nova Iorque, as sessões do Blue Note de Jimmy Smith, entre 1956 e 1963, eram particularmente reputadas, sobretudo quando se fazia acompanhar por músicos como Kenny Burrell, Lee Morgan, Lou Donaldson, Tina Brooks, Jackie McLean, Ike Quebec e Stanley Turrentine, entre outros.