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Mosteiro de Seiça na Figueira da Foz reclassificado como monumento nacional

Mosteiro de Seiça na Figueira da Foz reclassificado como monumento nacional

O Governo reclassificou hoje à categoria de monumento nacional o Mosteiro de Santa Maria de Seiça, na Figueira da Foz, que teve origem na fundação da nacionalidade e que se encontra em obras de requalificação.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"O imóvel encontra-se referenciado desde 1162, doado por D. Sancho I à Abadia de Santa Maria de Alcobaça, sendo de inegável valor histórico e patrimonial", referiu o Conselho de Ministros de hoje.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara da Figueira da Foz (Coimbra), Pedro Santana Lopes, manifestou um "grande orgulho" pela reclassificação do imóvel, cujo edificado atual remonta aos séculos XVI e XVIII.

O autarca, eleito pelo movimento Figueira a Primeira, salientou que iniciou a classificação do mosteiro em 1999, como secretário de Estado da Cultura, e que o adquiriu, em 2001, enquanto presidente da autarquia figueirense, na sua primeira passagem [1997-2001] pelo executivo.

"É com grande orgulho que faço a obra e é reclassificado monumento nacional, outra vez como presidente da Câmara da Figueira da Foz", sublinhou.

Os trabalhos de consolidação da fachada monumental da igreja, em ruínas, e reabilitação do edifício monástico adjacente foram consignados em dezembro de 2021 por 2,7 milhões de euros.

A intervenção é comparticipada em 85% pelo programa Portugal 2020 e um prazo de execução até dezembro de 2023, que deverá ser estendido devido ao facto de as obras terem estado paradas mais de dois meses devido a trabalhos de arqueologia.

O mosteiro, localizado num vale da freguesia de Paião, no sul do concelho da Figueira da Foz, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, teve origem na fundação da nacionalidade, embora o conjunto edificado atual seja dos séculos XVI e XVIII.

Com a extinção das ordens religiosas no século XIX, o mosteiro de Seiça foi vendido a privados. No início do século XX até 1976 foi ali instalada uma fábrica de descasque de arroz, cujos vestígios foram analisados por uma equipa de arqueologia.

A intervenção de que é alvo tem por "objetivo a recuperação e reutilização deste monumento nacional de elevado valor patrimonial e cultural, devolvendo a sua identidade à população e ao visitante, permitindo a fruição deste espaço, e o desenvolvimento da cultura e do conhecimento histórico, através da sua preservação e sustentabilidade futura".

O Mosteiro de Seiça estava classificado desde 2002 como imóvel de Interesse Público.

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