Múmia de guerreiro cita, louro e tatuado, descoberta na Mongólia

A múmia de um guerreiro cita, louro e tatuado, sepultado ao lado de dois cavalos, conservada pelo gelo há 2.500 anos, foi descoberta nas altas montanhas de Altai, na Mongólia, anunciou uma equipa internacional de arqueólogos, em Berlim.

Agência LUSA /
EPA

O corpo do guerreiro cita foi descoberto durante as escavações, a 2.600 metros de altitude, em Junho, numa sepultura em forma montículo funerário, denominada "Kurgan", revelou o presidente do Instituto Alemão de Arqueologia, Hermann Parzinger.

«Tivemos apenas de sacudir um pouco de poeira», acrescentou, salientando que o túmulo estava praticamente intacto no momento desta «descoberta fabulosa».

Os investigadores surpreenderam-se com os cabelos louros do guerreiro que teria, segundo ele, entre 30 e 40 anos, na altura da sua morte, cujas causas continuam por conhecer. A cabeleira talvez não fosse originalmente loira, mas pode ter perdido a cor ao longo do tempo, observou Parzinger.

Com um chapéu de feltro e vestido com um manto de pele de castor e de zibelina, o guerreiro tinha tatuagens no tronco.

Foi sepultado ao lado de dois cavalos, com as suas selas decoradas e rédeas, de armas e objectos em madeira, terra cozida e chifre, bem como de sepulturas em madeira.

Tais elementos, sinais de riqueza, estão actualmente guardados na capital mongol, Ulan Bator.

Mesmo as entranhas dos cavalos vão ser analisadas para saber mais sobre a vegetação da região na época.

Segundo Parzinger, vestígios dos citas, nómadas que viveram entre o VIII e III séculos A.C., apenas tinham sido encontrados até agora no flanco russo do Altai. Esta descoberta mostra que o seu território era mais alargado do que se julgava.

As escavações, iniciadas em meados de Junho e terminadas em finais de Julho, foram realizadas por arqueólogos alemães, russos e mongóis.

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