Cultura
Museu Britânico retira a palavra "Palestina" de algumas exposições
O Museu Britânico retirou a palavra “Palestina” de algumas exposições, na sequência de reclamações da organização UK Lawyers for Israel. A decisão já motivou uma petição para reverter a decisão.
As reclamações surgem do facto de algumas peças na ala do Antigo Egito e Levante terem referência à Palestina – área geográfica, não o povo –, algo que o grupo considera como “referências historicamente imprecisas” e que arrisca o “obscurecimento da história de Israel e do povo judeu”, criando uma “falsa impressão de continuidade”.
Por essa razão, a organização pediu que o museu “revesse as suas coleções e alterasse a terminologia para que as regiões fossem referidas por nomes historicamente precisos”, como “Reinos de Israel e Judá”, “Canaã”, entre outros, dependendo do período.
Ao jornal britânico The Guardian, um porta-voz do Museu Britânico afirmou que, no caso das galerias do Médio Oriente, “o termo Canaã é relevante para o sul do Levante no final do segundo milénio antes de Cristo”.
“Utilizamos a terminologia da ONU em mapas que mostram as fronteiras modernas, por exemplo, Gaza, Cisjordânia, Israel, Jordânia, e nos referimos a 'palestiniano' como um identificador cultural ou etnográfico quando apropriado”, acrescenta.O museu já tinha feito algumas revisões em 2025, na sequência de reações de visitantes, como alguns painéis do Egito que passaram a ser designados como “descendência cananeia” em vez de “descendência palestiniana”.
A decisão da instituição provocou a promoção de uma petição, com mais de oito mil assinaturas, que afirma que a decisão “não é sustentada por evidência históricas e contribui para um padrão mais amplo de apagamento da presença palestiniana da memória pública”.
Os peticionários lembram que a região em causa é designada como “Palestina” desde o século V a. C. – apesar de existirem possíveis referências datadas do século XI a. C. – e que assim o foi até ao século XIX, estando até incluindo na obra de William Shakespeare “Otelo”.
A partir do século XX é que o termo passou a ser político e a identificar-se com o Mandato britânico da Palestina, criado após a I Guerra Mundial e que viria a dar origem a Israel e à Palestina.
Por essa razão, a organização pediu que o museu “revesse as suas coleções e alterasse a terminologia para que as regiões fossem referidas por nomes historicamente precisos”, como “Reinos de Israel e Judá”, “Canaã”, entre outros, dependendo do período.
Ao jornal britânico The Guardian, um porta-voz do Museu Britânico afirmou que, no caso das galerias do Médio Oriente, “o termo Canaã é relevante para o sul do Levante no final do segundo milénio antes de Cristo”.
“Utilizamos a terminologia da ONU em mapas que mostram as fronteiras modernas, por exemplo, Gaza, Cisjordânia, Israel, Jordânia, e nos referimos a 'palestiniano' como um identificador cultural ou etnográfico quando apropriado”, acrescenta.O museu já tinha feito algumas revisões em 2025, na sequência de reações de visitantes, como alguns painéis do Egito que passaram a ser designados como “descendência cananeia” em vez de “descendência palestiniana”.
A decisão da instituição provocou a promoção de uma petição, com mais de oito mil assinaturas, que afirma que a decisão “não é sustentada por evidência históricas e contribui para um padrão mais amplo de apagamento da presença palestiniana da memória pública”.
Os peticionários lembram que a região em causa é designada como “Palestina” desde o século V a. C. – apesar de existirem possíveis referências datadas do século XI a. C. – e que assim o foi até ao século XIX, estando até incluindo na obra de William Shakespeare “Otelo”.
A partir do século XX é que o termo passou a ser político e a identificar-se com o Mandato britânico da Palestina, criado após a I Guerra Mundial e que viria a dar origem a Israel e à Palestina.