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Museu de Etnologia inaugura Galerias da Amazónia e exposição de panos africanos

Museu de Etnologia inaugura Galerias da Amazónia e exposição de panos africanos

O Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, inaugura terça-feira as Galerias da Amazónia, com colecções de objectos indígenas, e a exposição "Através dos Panos", que apresenta panaria guineense e cabo-verdiana recolhida entre 1960 e 1970.

Agência LUSA /

Galerias da Amazónia é o novo espaço de reserva visitável em permanência, à semelhança das Galerias do Mundo Rural, disse hoje à agência Lusa fonte do museu.

Neste espaço, o público poderá visitar todos os objectos do museu procedentes das sociedades ameríndias, em especial da floresta amazónica.

Deste espólio, o museu destaca duas colecções, tendo sido a primeira constituída por Victor Bandeira em meados dos anos 60, por solicitação de Jorge Dias, quando foi constituído o museu, em 1965.

Em 1966, esta colecção foi exposta na Sociedade Nacional de Belas Artes, por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, e mais tarde objecto da exposição "Índios da Amazónia", que o Museu de Etnologia inaugurou em 1986.

O museu classifica esta colecção como "um primeiro e importante contributo para o conhecimento dos povos da Amazónia".

A segunda colecção foi constituída entre 1999 e 2000 junto dos índios Wauja do Xingu, no âmbito da preparação da exposição "Os Índios, Nós", que o museu inaugurou naquele ano.

"Tornou-se uma das mais extensas colecções procedentes de uma só aldeia, organizada segundo critérios discutidos com os próprios habitantes", afirma o museu no documento de apresentação das Galerias da Amazónia.

Estas peças deram origem à exposição "Com os Índios Wauja:

objectos e personagens de uma colecção amazónica", em 2004.

Outras colecções de menor dimensão e peças isoladas, de máscaras a cerâmica funerária, podem ser vistas nas Galerias da Amazónia.

Estas reservas são o resultado do trabalho realizado desde 1998, com as obras de ampliação do museu e a construção de novos espaços para armazenamento de colecções.

Na exposição "Através dos Panos" o ponto de partida é a colecção de panaria guineense e cabo-verdiana do museu, recolhida maioritariamente por António Carreira e Rogado Quintino entre 1960 e 1970.

"Tendo como fio condutor uma narrativa de expressão plástica, desenvolvida pela professora e pintora Manuela Jardim (Ó), a exposição pretende incentivar formas de aproximação entre o museu e a escola", lê-se na nota de apresentação.

Esta abordagem propõe um diálogo na transmissão de conteúdos e no estímulo à aprendizagem e à criatividade, promovendo a dimensão educativa e lúdica do museu através das suas colecções e convidando a escola a utilizá-las na acção curricular.

"No museu, os panos, longe dos seus contextos de origem, podem conhecer trajectórias que irão enriquecer e prolongar as suas histórias, continuando protagonistas de discursos, reflexões e acções com a participação de públicos", promete o museu, que promove ateliers integrados na exposição.

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