Museu dos Transportes e Comunicações candidato a prémio europeu pela sua singularidade

Porto, 16 mai (Lusa) -- O Museu dos Transportes e Comunicações (MTC), no Porto, vai defender hoje a sua "singularidade, a importância e a qualidade do trabalho que desenvolve", no âmbito da nomeação para o Prémio Museu Europeu do Ano 2014.

Lusa /

Localizado na margem do rio Douro, no histórico edifício da Alfândega, o Museu foi criado em 1992 por uma associação sem fins lucrativos, tendo como missão "a divulgação da história dos transportes e de diferentes meios de comunicação", bem como "a valorização do património que lhe está associado".

O Prémio Museu Europeu do Ano 2014 vai ser disputado na noite de sábado, em Talin, na Estónia, por 37 museus, entre os quais dois portugueses, o MTC e o Museu da Baleia, na Madeira.

A atribuição do prémio é feita no âmbito da assembleia anual do Fórum Europeu dos Museus, do Conselho da Europa, que decorre na Estónia desde quarta-feira.

Em declarações à Lusa, a coordenadora do MTC, Suzana Faro, afirmou que a nomeação para este galardão é já, só por si, "um primeiro prémio", tendo em conta que "a concorrência é muito forte", porque só concorreram museus reconstruídos ou construídos nos últimos três anos.

Segundo a responsável, a nomeação para este galardão "significa o reconhecimento da excelência na qualidade pública no trabalho do museu".

"Poderíamos pensar que estamos a comparar o incomparável, porque são museus da Europa inteira e museus de diversas temáticas, diversas dimensões e diversas tutelas, mas o que está a ser avaliado é a qualidade pública", sustentou, acrescentando ter esperança "que o trabalho do MTC seja reconhecido".

A candidatura do MTC baseou-se no processo de requalificação que desenvolveu recentemente e da apresentação de duas exposições permanentes: "Comunicar", em dezembro de 2012, e "O motor da República: os carros dos Presidentes", em maio de 2013.

O museu também criou um novo percurso de visita ao edifício da Alfândega, onde está instalado.

Suzana Faro destacou ainda "a batalha diária" que o Museu trava para garantir a qualidade.

"Todos os dias tentamos ir mais longe, tentamos ouvir o que nos diz o público, estamos sempre muito atentos ao `feedback` de quem cá vem, tentamos sempre perceber as fragilidades, que as há, mas vamos minimizá-las", referiu.

A coordenadora salientou o facto de os nomeados para o prémio ficarem desde logo "com este atributo de reconhecimento da excelência na qualidade pública no trabalho que prestam".

De acordo com informação disponível na página da internet do museu, "pela condição de estar sediado no edifício da Alfândega do Porto, o museu é portador de uma herança, a da história da atividade que esteve na génese da sua edificação na antiga praia de Miragaia", sendo, por isso, "a valorização da Alfândega Nova do Porto e a preservação da sua memória (...) igualmente vertentes fundamentais da sua missão".

O projeto de requalificação do edifício decorre, desde 1992, com orientação do arquiteto Eduardo Souto de Moura (prémio Pritzker 2011).

A sua exposição permanente, "Comunicar", que ocupa um espaço de 2.000 metros quadrados do edifício da Alfândega, aborda múltiplas formas comunicacionais, desde os cinco sentidos à televisão e rádio, enquanto a mostra "O motor da República: Os carros dos Presidentes" reúne quatro coches e 10 automóveis que vão desde o alvor da República -- cujos presidentes começaram a viajar com os coches que pertenciam à monarquia -- até ao Mercedes de 2000, que deixou de estar ao serviço da presidência há cerca de um ano.

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