Museu Etnografia e História da Póvoa de Varzim reabre em Fevereiro
Póvoa de Varzim, 12 Janeiro (Lusa) - Depois de ter estado mais de dois anos fechado, o Museu de Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim vai abrir em Fevereiro, após ter sido alvo de uma longa intervenção que visou a sua recuperação e ampliação, adiantou à Lusa o vereador com o pelouro da Cultura da Câmara local.
"A falta de espaço era o principal problema do edifício que foi aumentado, de forma a permitir melhores condições de trabalho, alargar as áreas de exposição e acondicionamento de espólio", justificou Luís Diamantino.
O solar dos Carneiros, um edifício do século XVII, onde está aquartelado aquele equipamento, foi ampliado para a zona das traseiras, onde havia terreno disponível, sendo que ao nível da fachada não houve qualquer alteração, apenas foram feitos trabalhos de manutenção.
Para além deste novo edifício, as obras abrangeram também o interior do Museu, onde foi implementada uma biblioteca, mais salas de exposição, a reformulação das áreas de reservas para "permitir visitas de historiadores ou de pequenos grupos", disse o vereador.
O investimento para esta intervenção foi de um milhão e 200 mil euros, sendo que 54% foi comparticipada pelo Programa Operacional da Cultura (Modernização e Dinamização dos Museus Nacionais) e resultou de uma candidatura da autarquia que, nos últimos 10 anos, viu aprovadas mais de meia dúzia de propostas ligadas à manutenção e animação de edifícios e sítios históricos, num total de dois milhões e 300 mil euros.
A Câmara Municipal vai aproveitar o Correntes d` Escritas, que decorre de 11 a 14 de Fevereiro, para cortar a fita ao novo espaço que também servirá para acolher "actividades culturais diversificadas, uma forma de captar mais visitantes".
O Museu Municipal da Póvoa de Varzim foi fundado pelo poveiro Santos Graça, um autodidacta, político e etnógrafo e sempre funcionou no Solar dos Carneiros, um edifício brasonado e que foi reconstruído na segunda metade do século XVIII, tendo sido posteriormente adquirido pelo Município em 1974. Em 1985 foi declarado Imóvel de Interesse Público.
Ao longo dos vários anos em que esteve a funcionar, o Museu foi acolhendo diversas colecções que foram adquiridas ou oferecidas à edilidade.
A maioria do espólio presente naquele espaço tem a ver com as tradições e costumes das gentes do mar e inclui as artes dos pescadores, a faina, os modelos de barcos de pesca e salva-vidas, a religiosidade e as crendices.
De resto, uma das peças que mais desperta o interesse dos visitantes é uma Lancha Poveira do Alto, a "Cego do Maio", que tem realizado várias viagens em Portugal, Espanha e França e que vai continuar e exposição numa das salas daquele equipamento.
Paralelamente a esta actividade do Museu, situado no coração da cidade, a autarquia vai continuar a "dinamizar os pólos museológicos localizados na Cividade de Terroso e na vila de S. Pedro de Rates", concluiu Luís Diamantino.
MYV.
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