Na obra de Antonioni está todo o cinema moderno

Na obra do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, que morreu segunda-feira em Roma, "está todo o cinema moderno", afirmou hoje à agência Lusa o realizador Paulo Rocha.

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"Antonioni tinha uma genialidade à italiana, teve o mérito de falar de coisas contemporâneas e tinha um talento especial para dirigir actores, sobretudo as mulheres nas cenas mais românticas", referiu o cineasta português de 72 anos.

O realizador de "Verdes Anos" e "Mudar de Vida" gosta sobretudo da fase em que Antonioni adaptou para cinema um dos seus romancistas favoritos, Cesar Pavese, no filme "As amigas", de 1955.

"Antonioni era a tradução para cinema de Pavese", sublinha Paulo Rocha.

O cineasta português revelou que chegou a idealizar um filme inspirado em Antonioni, mas que nunca saiu do papel, cuja personagem principal era um realizador imobilizado numa cadeiras de rodas e que só conseguia comunicar com os outros através da mulher.

Michelangelo Antonioni, considerado um dos grandes mestres do cinema europeu, morreu segunda-feira na sua casa de Roma com 94 anos.

Apesar de só ter sido anunciado hoje, Antonioni morreu segunda-feira, no mesmo dia em que faleceu o realizador sueco Ingmar Bergman.

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