Neil DeGrasse Tyson levou centenas de fãs à Bertrand do Chiado

Neil DeGrasse Tyson levou centenas de fãs à Bertrand do Chiado

O astrofísico Neil DeGrasse Tyson levou centenas de pessoas, bem mais do que as que cabiam, à Livraria Bertrand do Chiado, e até houve quem só conseguisse acenar ao cientista do lado de fora, pela janela, e captar fotografias. Foi uma hora de conversa e hora e meia de autógrafos, antes do espétaculo de quinta-feira no Meo Arena.

Camila Vidal - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Camila Vidal - RTP Antena 1

O astrofísico está em Portugal para um espetáculo ao vivo em Lisboa, na quinta-feira, o StarTalk, mas antes houve tempo para conhecer os fãs, miúdos e graúdos, e assinar muitos, mas mesmo muitos livros. "Acho que para despacharmos isto não podemos escrever poesia" nas dedicatórias, avisava o astrofísico quando percebeu a fila que se montava numa livraria demasiado pequena para o fenómeno.
O americano veio provar porque é também, e talvez sobretudo, um comunicador. Convidou as crianças a sentar-se junto a ele, no chão. De pé, uma multidão de perder de vista, espalhada pela Bertrand do Chiado, em Lisboa, a maioria dos presentes com livros de Neil DeGrasse Tyson na mão, e até o cartaz de um clube de fãs - "isso é esquisito, mas pronto", disse Tyson.

Do livro mais recente, ainda na publicação original, "Lost in Space", que assina com Lindsey Nyx Walker, só chegaram 30 cópias à livraria, que esgotaram ainda antes de o cientista chegar. Então, o autor resolveu falar de outros livros, como o "Levem-me ao Vosso Líder", um guia para um possível encontro com extraterrestres: " Humanos e bananas partilham 25% de genes idênticos.
 
Humanos e bananas! Aliens de um outro planeta, sem nenhum gene em comum connosco, ou sem genes de todo" são imaginados com braços e pernas, diz Tyson, que defende que "eles devem parecer pelo menos tão diferentes dos humanos como os humanos e as bananas são entre si".

O autor afirma que nos programas de divulgação de ciência não fala em política, e sim do que é "objetivamente verdade", a ciência. Admite, contudo, que às vezes há um conflito: "Digo a toda a gente que esta série [StarTalk] se baseia no que é objetivamente verdade e que não tomamos uma posição política" mas, continua o cientista, o humorista Chuck Nice está lá para a sátira política, "abre as asas e faz a imitação do nosso presidente". E, em Lisboa, Nice imitou Donald Trump, para mudar o nome ao país anfitrião: "vamos chamar-lhe Portugal América. É muito bonito, mas vai ser ainda mais", disse na voz do presidente americano.
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