Cultura
NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés a 8, 9 e 10 de julho de 2027
Em 2027, o festival NOS Alive estará de volta ao Passeio Marítimo de Algés no segundo fim de semana de julho, nos dias 8, 9 e 10, anunciou o diretor do festival NOS Alive.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Em entrevista à jornalista da RTP Antena 1 Margarida Vaz, o diretor do NOS Alive, Álvaro Covões, diz-se orgulhoso destas 18 edições do festival.
Mecenato, cultura e ciência: "Temos de dar liberdade à sociedade civil", diz Álvaro Covões
A capacidade de organizar um festival português com projeção mundial é, para Álvaro Covões, diretor do NOS Alive, motivo de "um orgulho muito grande" e uma demonstração de que Portugal consegue fazer "bem feito e muito bem". Uma ambição que o evento procura também transportar para a valorização da cultura portuguesa e para o apoio à ciência.
Palco literário para incentivar a leitura
Entre as iniciativas culturais do NOS Alive está na estreia do Palco Literário, dedicado a autores que escrevem em português, uma aposta que pretende chamar a atenção para a diminuição dos hábitos culturais no país. "Temos de incentivar mais a leitura, a visita a museus, a ida ao teatro", defende.
Álvaro Covões critica os resultados das políticas culturais das últimas décadas e considera que a sociedade civil deve assumir um papel mais ativo. "Não podemos estar sempre à espera que o Estado resolva os nossos problemas do dia a dia."
"Para mim, cultura é cultura. Há cultura popular e há cultura erudita, mas a cultura é cultura."
Mecenato para financiar cultura e ciência
Defendendo que a cultura é também "um setor económico fundamental para o país", Álvaro Covões aponta os exemplos de Espanha e do Brasil, onde existem mecanismos de mecenato e benefícios fiscais que incentivam empresas e privados a apoiar projetos culturais.
"Temos de dar liberdade à sociedade civil para poder financiar a cultura e financiar a ciência", afirma, defendendo a criação de leis de incentivos fiscais que reduzam a dependência das decisões do Estado.
Mais de 500 mil euros em bolsas científicas
O apoio à investigação científica é apresentado como exemplo concreto deste envolvimento. Desde 2007, através de um projeto de responsabilidade social, o festival NOS Alive apoia bolsas de investigação científica, numa parceria iniciada com o Instituto Gulbenkian de Ciência, hoje integrado no GIMM — Gulbenkian Institute for Molecular Medicine.
"Ao longo destas 18 edições já investimos mais de 500 mil euros em bolsas de investigação científica."
A capacidade de organizar um festival português com projeção mundial é, para Álvaro Covões, diretor do NOS Alive, motivo de "um orgulho muito grande" e uma demonstração de que Portugal consegue fazer "bem feito e muito bem". Uma ambição que o evento procura também transportar para a valorização da cultura portuguesa e para o apoio à ciência.
Palco literário para incentivar a leitura
Entre as iniciativas culturais do NOS Alive está na estreia do Palco Literário, dedicado a autores que escrevem em português, uma aposta que pretende chamar a atenção para a diminuição dos hábitos culturais no país. "Temos de incentivar mais a leitura, a visita a museus, a ida ao teatro", defende.
Álvaro Covões critica os resultados das políticas culturais das últimas décadas e considera que a sociedade civil deve assumir um papel mais ativo. "Não podemos estar sempre à espera que o Estado resolva os nossos problemas do dia a dia."
"Para mim, cultura é cultura. Há cultura popular e há cultura erudita, mas a cultura é cultura."
Mecenato para financiar cultura e ciência
Defendendo que a cultura é também "um setor económico fundamental para o país", Álvaro Covões aponta os exemplos de Espanha e do Brasil, onde existem mecanismos de mecenato e benefícios fiscais que incentivam empresas e privados a apoiar projetos culturais.
"Temos de dar liberdade à sociedade civil para poder financiar a cultura e financiar a ciência", afirma, defendendo a criação de leis de incentivos fiscais que reduzam a dependência das decisões do Estado.
Mais de 500 mil euros em bolsas científicas
O apoio à investigação científica é apresentado como exemplo concreto deste envolvimento. Desde 2007, através de um projeto de responsabilidade social, o festival NOS Alive apoia bolsas de investigação científica, numa parceria iniciada com o Instituto Gulbenkian de Ciência, hoje integrado no GIMM — Gulbenkian Institute for Molecular Medicine.
"Ao longo destas 18 edições já investimos mais de 500 mil euros em bolsas de investigação científica."
Para o diretor do NOS Alive, Álvaro Covões, este é o caminho para uma sociedade mais participativa: criar condições para que empresas e agentes culturais possam escolher e apoiar projetos, com maior liberdade. "Tem de haver liberdade na sociedade, tanto dos agentes culturais como das empresas".
Bolsa NOS Alive abre caminho à investigação e ao doutoramento no estrangeiro
João Martins é investigador no GIMM — Gulbenkian Institute for Molecular Medicine — e trabalha no Genetic Maintenance and Evolution Lab, liderado por Marco Fumasoni. Através da evolução de leveduras em laboratório, a equipa de João Martins procura perceber como as células se adaptam para sobreviver e reproduzir-se quando apresentam dimensões muito diferentes do esperado. "Eu, especificamente, vejo o tamanho do núcleo usando microscopia", explica.
"Esta bolsa teve bastante impacto na minha vida"
Formado em Biologia Celular e Molecular pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde também concluiu o mestrado, João Martins recebeu uma bolsa financiada pelo NOS Alive e pela Everything is New, em colaboração com o GIMM.
"Esta bolsa permitiu-me voltar à ciência e ao contacto com a investigação", afirma o biólogo João Martins. Além de adquirir novas técnicas e conhecimentos, o apoio reforçou o currículo com vista a um futuro doutoramento, em Portugal ou no estrangeiro.
A bolsa permitiu-lhe ainda passar um mês num laboratório da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. "É uma faculdade de topo e possivelmente vou fazer lá o doutoramento, por isso esta bolsa teve bastante impacto na minha vida."
Mais de 25 jovens cientistas apoiados desde 2008
Desde 2008, mais de 25 jovens investigadores beneficiaram destas bolsas, que permitem a recém-licenciados e mestres entrar no mundo da investigação científica e desenvolver experiência internacional.
"É uma oportunidade excelente para quem acaba de sair dos cursos e entrar logo no mundo profissional."
Para o biólogo João Martins, a experiência no estrangeiro permite conhecer outras realidades, mas, também, confirmar a qualidade da investigação nacional. "Dá para perceber que nós aqui fazemos boa ciência. Não é preciso ir para uma faculdade de topo no estrangeiro."
Um bilhete para o festival também ajuda a ciência
A ligação entre o NOS Alive e a investigação científica dá ao festival uma dimensão pouco conhecida do público. "Há muita ciência que se faz em Portugal, muita ciência boa", sublinha João Martins.
"É engraçado a minha vida e a minha carreira como cientista estarem associadas a um festival de música e entretenimento."
Para o investigador João Martins, o impacto de mais de 25 bolsas mostra, também, a importância de replicar este modelo de apoio: "Era um bom incentivo haver mais bolsas destas, não só no NOS Alive, mas chegar a outro sítios".
João Martins é investigador no GIMM — Gulbenkian Institute for Molecular Medicine — e trabalha no Genetic Maintenance and Evolution Lab, liderado por Marco Fumasoni. Através da evolução de leveduras em laboratório, a equipa de João Martins procura perceber como as células se adaptam para sobreviver e reproduzir-se quando apresentam dimensões muito diferentes do esperado. "Eu, especificamente, vejo o tamanho do núcleo usando microscopia", explica.
"Esta bolsa teve bastante impacto na minha vida"
Formado em Biologia Celular e Molecular pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde também concluiu o mestrado, João Martins recebeu uma bolsa financiada pelo NOS Alive e pela Everything is New, em colaboração com o GIMM.
"Esta bolsa permitiu-me voltar à ciência e ao contacto com a investigação", afirma o biólogo João Martins. Além de adquirir novas técnicas e conhecimentos, o apoio reforçou o currículo com vista a um futuro doutoramento, em Portugal ou no estrangeiro.
A bolsa permitiu-lhe ainda passar um mês num laboratório da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. "É uma faculdade de topo e possivelmente vou fazer lá o doutoramento, por isso esta bolsa teve bastante impacto na minha vida."
Mais de 25 jovens cientistas apoiados desde 2008
Desde 2008, mais de 25 jovens investigadores beneficiaram destas bolsas, que permitem a recém-licenciados e mestres entrar no mundo da investigação científica e desenvolver experiência internacional.
"É uma oportunidade excelente para quem acaba de sair dos cursos e entrar logo no mundo profissional."
Para o biólogo João Martins, a experiência no estrangeiro permite conhecer outras realidades, mas, também, confirmar a qualidade da investigação nacional. "Dá para perceber que nós aqui fazemos boa ciência. Não é preciso ir para uma faculdade de topo no estrangeiro."
Um bilhete para o festival também ajuda a ciência
A ligação entre o NOS Alive e a investigação científica dá ao festival uma dimensão pouco conhecida do público. "Há muita ciência que se faz em Portugal, muita ciência boa", sublinha João Martins.
"É engraçado a minha vida e a minha carreira como cientista estarem associadas a um festival de música e entretenimento."
Para o investigador João Martins, o impacto de mais de 25 bolsas mostra, também, a importância de replicar este modelo de apoio: "Era um bom incentivo haver mais bolsas destas, não só no NOS Alive, mas chegar a outro sítios".