Cultura
Nova carta aberta exige "fundamentação clara" para afastamento de Rita Rato e Francisco Frazão de equipamentos culturais de Lisboa
Divulgada nesta segunda-feira, a carta aberta contesta a decisão de substituir Rita Rato à frente do Museu do Aljube e Francisco Frazão da direção do Teatro do Bairro Alto.
A maioria dos subscritores são personalidades ligadas à área da cultura, designadamente a programadora Aida Tavares, a fadista Aldina Duarte, as atrizes Beatriz Batarda e Isabel Abreu, entre muitos outros.
A carta aberta conta, até ao momento, com 400 signatários que acusam a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC de um "exercício de autoridade" que visa, "com base numa visão ideológica estreita, domesticar e diluir os projetos que construiram nos respetivos equipamentos".
Os subscritores lembram que ambos foram escolhidos através de um processo de recrutamento público, enquanto agora os cargos foram ocupados por pessoas "nomeadas diretamente" pelo Conselho de Administração da EGEAC.
A carta exige uma "fundamentação clara sobre os motivos da não recondução de ambos” e a "apresentação e clarificação da estratégia que a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC têm para os seus equipamentos e para a cultura na cidade".
Na passada sexta-feira, a EGEAC anunciou as novas nomeações para os dois equipamentos, no meio de acusações de saneamento político.
Em janeiro, vários profissionais da área da cultura tomaram posição - numa outra carta aberta - acusando uma deputada do Chega de censura após Margarida Bentes Penedo ter criticado a programação do Teatro do Bairro Alto.