Novas tendências do jazz e da música improvisada no jardim do Goethe-Institut em Lisboa
O festival Jazz im Goethe-Garten (JiGG) regressa com novas tendências do jazz contemporâneo e da música improvisada, de 03 a 12 de julho, ao jardim do Goethe-Institut, em Lisboa, foi hoje anunciado pela organização.
O JiGG, com seis concertos, apresenta "autores-músicos que se têm destacado numa realidade sem dúvida mais alternativa de um jazz da Europa cada vez mais diversificado", explica Rui Neves, diretor-artístico do festival, na apresentação do certame.
A banda portuguesa CAT IN A BAG, composta pelos músicos Bruno Figueira, João Clemente, João Lucas e Duarte Fonseca, abre o ciclo de atuações numa estreia perante público.
Na quinta-feira, dia 04 de julho, o guitarrista suíço Dave Gisler atua em trio com o contrabaixista Raffaelle Bossard e o baterista Lionel Friedli.
Da Áustria, chegam os Synesthetic 4, no terceiro dia de festival, 05 de julho, com a integração "do `hip hop` numa aparente oposição a um clarinete solista", lê-se no comunicado.
O grupo italiano Ghost Trio, que "representa o poder da música improvisada atualmente feita em Itália", segundo o diretor-artístico, é composto por Marco Colonna, Silvia Bolognesi e Ivano Nardi e irá atuar no dia 10 de julho, quarta-feira.
O dueto Cirera & Lencastre, com Albert Cirera, saxofonista espanhol, e João Lencastre, baterista português, animam o penúltimo dia, 11 de julho, "sob os auspícios da manipulação eletrónica que consubstancia um feliz encontro ibérico", escreve Rui Neves.
A banda alemã Philipp Gropper`s Philm, com Philipp Gropper, Elias Stemeseder, Robert Landfermann e Oliver Steidle, "uma nova e mais que promissora geração do jazz da Alemanha", segundo o diretor, encerram o ciclo de concertos.
Para celebrar as 15 edições do JiGG, a organização preparou, para o dia de encerramento, uma festa de aniversário com a atuação do DJ Johnny, "que fará a ponte entre as sonoridades específicas do JiGG e um som de jazz `dançável`", comunica a organização.
Susanne Sporrer, diretora do Goethe-Institut Portugal, define o JiGG como "um lugar de destaque no panorama dos festivais de música em Lisboa, dando a conhecer o que de novo se faz no jazz de vanguarda europeu, bem como na música experimental e improvisada".
O JiGG já percorreu vários países da Europa, tendo passado por Espanha, França Bélgica, Itália, Suíça, Áustria, Alemanha, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido, Polonia, Noruega, Finlândia e Turquia.
Os bilhetes para o festival já estão à venda e podem custar 3 euros, com desconto, ou 5 euros.