Nove estreias nacionais entre 80 documentários portugueses na 2.ª mostra Panorama

Lisboa, 14 Fev (Lusa) - Nove estreias nacionais integram a programação da Panorama - 2ª Mostra do Documentário Português, que a partir de sexta-feira exibe 80 filmes no Cinema São Jorge, onde também serão promovidos debates sobre "que cinema faz o documentário português?".

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Dois anos depois da primeira edição, a mostra regressa este ano sustentada por uma parceria entre a APORDOC - Associação Pelo Documentário, a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural e a Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa e passará a ser anual.

Nas estreias nacionais do programa contam-se os filmes "Paisagens Sonoras", de Pedro Gil e José Leitão, "Concierges", de Andreia Barbosa, "Uma História Fugaz", de Miguel Clara Vasconcelos, "Mana", de Márcia Santos, "Luzlinar e o Louva-a-Deus", de Margarida Gil, "Beiras", de Verónica Castro, "Terceiro Bê", de Maria Remédio, "Gestos em Cadeia", de Carla Mota, e "Villa Meean", de Ricardo Ferreira.

Na programação estará também em destaque a filmografia de Paulo Rocha, realizador que será alvo de uma retrospectiva do seu trabalho documental na secção Percursos no Documentário Português.

Os programadores da segunda edição da Panorama optaram, em vez de uma divisão por temas, por analisar as formas e as ferramentas da criação cinematográfica, concentrando-as em três núcleos: Câmara, Som e Montagem, associando-os a debates com realizadores, críticos e técnicos.

A retrospectiva sobre Paulo Rocha - com os filmes "As Sereias" (2001), "A Ilha de Moraes" (1984), "Máscara de Aço contra Abismo Azul" (1987), "Pousada das Chagas" (1971), "Mudar de Vida" (1966) - culminará num debate com a presença do realizador, dia 24 de Fevereiro às 15:30.

Da programação diária - com bilhetes a dois euros - constam filmes já exibidos ou premiados em festivais portugueses, como "Balaou", de Gonçalo Tocha, "Arquitectura de Peso", de Edgar Pêra, "Homens que são como Lugares mal Situados", de João Trabulo, "O Casino", de Hugo Maia, "Blind Runnes, an Artist Under Surveillance", de Luís Alves de Matos, "A Casa Don Bosco", de Manuel Monteiro Grillo, "Cantai Cantigas", de Cláudia Tomaz, e "Pintura Habitada", de Joana Ascensão.

Outros filmes da programação abordam temas como a guerra colonial, em "As Duas Faces da Guerra", de Diana Andringa e do realizador guineense Flora Gomes, e as artes plásticas, com "Nikias Skapinakis: O Teatro dos Outros", de Jorge Silva Melo.

"Jardim", de João Vladimiro, sobre o trabalho do arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, foi encomendado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Para reflectir sobre o cinema documental português da actualidade, a organização convidou, nomeadamente, os realizadores Alberto Seixas Santos, João Mário Grilo, João Pedro Rodrigues, Joaquim Pinto, o operador de câmara Rui Poças, o crítico de cinema Luís Miguel Oliveira e o montador Manuel Mozos.

AG.

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