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Novo disco de The Black Wizards consolida sonoridade do trio de rock do Porto

Novo disco de The Black Wizards consolida sonoridade do trio de rock do Porto

O novo disco do trio de rock do Porto The Black Wizards, "Force Majeure & The Acts of God", é lançado hoje pela editora britânica Hassle Records, que confirma "uma identidade mais direta, mais crua", consolidando a sonoridade da banda.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
The Black Wizards via RTP Antena3

A guitarrista e vocalista Joana Brito, da formação original, que já passou por várias `encarnações`, Helena Brito (bateria), que chegou pouco depois da fundação, e José Roberto Gomes (baixo e voz), que se juntou em 2019, lançam o sucessor de "Reflections", sete anos depois do último registo de estúdio.

Agora em trio, depois da covid-19 e de uma paragem, os músicos encontraram a sonoridade agora cristalizada nas dez faixas do novo disco, que foi gravado e masterizado, no Arda Recorders, no Porto, por Cooper Crain - que já trabalhou em obras de Stereolab e Ty Segall, entre outros -, e masterizado por Mikey Young (Amyl and the Sniffers, King Gizzard & The Lizard Wizard).

"Estava a fazer falta um trabalho que representasse aquilo que nós éramos como banda nesse formato. (...) Decidimos que íamos ser um trio e não íamos chamar mais ninguém, e que tínhamos de escrever e gravar", explica à Lusa José Roberto Gomes.

Para Joana Brito, este disco tem "uma identidade mais direta, mais crua", seguindo uma "intenção de mudar um pouco o rumo de estilo", deixando "um pouco mais abandonada a onda mais psicadélica" de discos como "Reflections".

"A ideia foi fazer um disco mais direto, mais cru, mais de rock, por assim dizer", reforça.

O disco acabou influenciado pelo atual momento político no mundo, e Joana Brito lembra a leitura de obras que falam do estado da sociedade, mas também "questões de género, masculinidade tóxica, diferenças sociais", no fundo, "coisas erradas que acontecem no mundo" e os deixam "irritados e frustrados".

A urgência que imprimem nas canções vem de uma sensação de que "vem aí algo muito mau, que está sempre na beira", diz José Roberto Gomes.

"Lembra-me aquela famosa frase, quando João Pinto disse: `O meu clube estava à beira do precipício e tomou a decisão correta, deu um passo em frente`. Este disco é um bocado isso, mas com as guitarras ao colo. O passo em frente, neste caso, também é procurar uma espécie de vitória. Estas músicas não descrevem só tudo o que está mal no mundo, também mostram que vamos dar um passo por cima de alguma forma", descreve.

Joana Brito lembra, ainda, que as canções começaram a ser escritas na altura em que se realizaram as últimas eleições legislativas em Portugal, quando "houve um crescimento gigante da extrema-direita, o que também acabou por influenciar bastante".

Livros como "The Descent of Man", de Grayson Perry, e "O Apoio Mútuo", de Piotr Kropotkine, surgem nas leituras dos membros da banda que inspiraram "Force Majeure", que terá apresentações ao vivo em Portugal e na Europa, incluindo uma digressão, em 2027, com a banda francesa Slift.

No dia 22 de outubro, o novo álbum é apresentado no Porto, no RCA, seguindo-se datas em Espanha e França, entre outubro e novembro, com outras datas agendadas até ao final do ano por oficializar.

Em fevereiro, The Black Wizards juntam-se a Slift no Porto (dia 03) e Lisboa (04), seguindo-se Madrid (05) e Barcelona (06).

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