Novos álbuns de Rui Lacas e Luís Louro lançados este fim-de-semana no Festival de Banda Desenhada da Amadora
O álbum de banda desenhada "Merci, patron", que o artista português Rui Lacas editou em 2006 primeiro no mercado francês, é lançado oficialmente sábado no 18º Festival de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA).
Com o título em português "Obrigada, patrão", o álbum tem argumento e desenho de Rui Lacas, autor que em 2006 decidiu lançar esta história portuguesa na editora Paquet e só depois no mercado nacional pela ASA.
A oportunidade de publicar o livro no mercado francófono surgiu no seguimento de contactos que o desenhador estabeleceu no festival de BD Angoulême.
Com "Merci, patron", Rui Lacas foi ainda distinguido com o prémio de melhor argumento no Festival de Les Moulins, em França.
"Obrigada, patrão", cuja edição portuguesa apresenta uma capa diferente do original em francês, passa-se nos anos 1980, na Zambujeira do Mar, o mesmo cenário que Rui Lacas encontrou para um álbum anterior, e conta a história de uma rapariga que vai trabalhar para casa do patrão da sua mãe.
Além de "Obrigada, patrão", Rui Lacas é autor dos livros "A cauda do tigre" (1998), "A filha do caranguejo" (2001) e "Que é feito do meu Natal?" (2002).
No domingo, durante o FIBDA será também apresentado o terceiro volume da série "O Corvo", de Luís Louro, que pela primeira vez entregou a escrita de argumento a Nuno Markl.
Ao fim de quatro anos sem editar em banda desenhada, desde que lançou em 2003 o álbum "Corvo - o regresso", Luís Louro voltou a dar vida no papel a Vicente, o peculiar herói Corvo, que passa ao lado da criminalidade e só causa desastres sempre que tenta salvar Lisboa.
Em "Laços de Família", o Corvo depara-se com um "reality show" em busca de um novo herói de Portugal, que dará a conhecer, segundo Vicente, impostores e mascarados de Carnaval.
Neste novo volume surge ainda uma nova personagem, a viúva negra, uma vilã que, apesar de ter uns quilos a mais, transborda de sensualidade e será a grande paixão de Corvo.
A parceria entre Louro e Markl para este terceiro álbum surgiu no início de 2006 e o autor português admitiu à agência Lusa que foi o trabalho mais penoso de fazer, porque Nuno Markl "enviava três páginas de argumento de três em três meses".
"Apesar da demora, só Nuno Markl se enquadrava no espírito do humor muito peculiar deste álbuns", afirmou Luís Louro.
"O Corvo - laços de família" sairá pela Asa e sucede a outros álbuns de BD de Luís Louro como "Alice" (1995), "Coração de papel" (1997) e "Cogito ergo sum" (2000), e de ilustração, como "Fadas Láureas" (2004) e "ABC das coisas mágicas" (2004).
O 18º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora começa hoje e decorreráaté 04 de Novembro no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, com várias exposições de originais de BD e lançamentos editoriais.