"O amor infinito que te tenho", de Paulo Monteiro, eleito melhor álbum pelo festival Amadora BD

Lisboa, 29 out (Lusa) - O livro "O amor infinito que te tenho e outras histórias", de Paulo Monteiro, foi eleito o melhor álbum de banda desenhada de 2011, no âmbito do Festival Internacional Amadora BD, foi hoje anunciado.

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Editado pela chancela Polvo em finais de 2010, o livro reúne um conjunto de histórias de Paulo Monteiro, com uma forte marca poética, que estavam dispersas por fanzines e outras publicações.

Paulo Monteiro, nascido em 1967, é o diretor do festival de banda desenhada de Beja, reunindo naquele livro histórias de banda desenhada feitas entre 2005 e 2010.

O prémio de melhor argumento de autor português foi atribuído ao veterano autor Victor Mesquita pelo segundo volume da história "Eternus 9", intitulado "A cidade dos espelhos", publicada pela Gradiva.

Nascido em 1939, Victor Mesquita, também conhecido como Vicaro, publicou em 2010 o segundo volume de uma narrativa de ficção científica sobre a condição humana. O primeiro volume, "Eternus 9 - um filho do Cosmos" foi publicado em 1979 e reeditado pela Gradiva em 2008.

Em 2007, Victor Mesquita já tinha sido distinguido pelo festival Amadora BD com um troféu de honra.

Ricardo Cabral, que acaba de editar o livro "Pontas Soltas", foi distinguido este ano pelo Amadora BD com o prémio "Melhor Desenho de Autor Português" e com o prémio Juventude, por causa do livro "Newborn - 10 Dias no Kosovo".

Editado pela Asa, o livro é apresentado pelo autor como um caderno de viagens da temporada de duas semanas que passou em Pristina, no Kosovo no verão de 2009.

O álbum apresenta desenhos pormenorizados feitos por Ricardo Cabral nas ruas de Pristina, em mesquitas, em cafés, em viagem, sendo acompanhados em alguns dos casos por fotografias tiradas também no momento.

Ricardo Cabral digitalizou os desenhos, deu-lhes cor no computador e complementou os pormenores com a fotografia, expondo assim ao leitor as técnicas usadas. Aos desenhos acrescentou pequenos textos explicativos, em jeito de diário, assumindo por vezes o protagonismo das cenas retratadas, como a ocasião em que lhe partiram a máquina fotográfica.

O troféu de honra foi este ano entregue ao cartoonista e ilustrador Zé Manel, que se estreou profissionalmente há 50 anos como ilustrador de cartoons em Parada da Paródia.

No total, o festival Amadora BD atribui doze prémios à produção de banda desenhada que se publica em Portugal - nacional e estrangeira - mediante as obras editadas que são sugeridas pelas editoras.

Além daqueles quatro prémios, foram ainda atribuídos galardões a "Agencia de viajes Leming", do autor português José Carlos Fernandes, como o melhor álbum em língua estrangeira, e a "Blacksad, o Inferno, o silêncio", de Díaz Canales e Guarnido, eleito o o melhor álbum estrangeiro editado em Portugal.

"Happy Sex", de Zep, recebeu o prémio de melhor álbum de tiras humorísticas, e o terceiro volume de "Astro Boy", de Osamu Tezuka, o prémio clássico da nona arte.

A revista Venham +5, editada pela Bedeteca de Beja e coordenada por Paulo Monteiro, voltou a ser eleita a melhor fanzine.

Destaque ainda para os galardões na área do livro infanto-juvenil: Ana Afonso recebeu o de melhor ilustração nacional pelo álbum "O lobo prateado", com texto de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e Marjorie Priceman o de melhor ilustração estrangeira com o livro "Paris na Primavera com Picasso".

Os vencedores dos prémios nacionais de banda desenhada da 22.ª edição do festival Amadora BD foram conhecidos hoje nos Recreios da Amadora.

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