"O Código Da Vinci" estreia quinta-feira sem oposição da Opus Dei
Cem cópias do filme "O Código Da Vinci" vão rodar a partir de quinta-feira por 85 salas de cinema portuguesas, sendo o terceiro filme da Columbia com maior distribuição em Portugal, assegurou a distribuidora.
A Grande Lisboa, o Grande Porto e o Algarve vão ser as zonas mais abran gidas pela distribuição da película.
Segundo a Columbia, a fasquia das 100 cópias apenas foi ultrapassada pe los filmes "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", que lidera, com 114 cópias , e "Harry Potter e a Câmara dos Segredos", o segundo da lista, com 109.
Desde o início envolto em polémica, o filme "O Código Da Vinci", protag onizado por Tom Hanks e Audrey Tautou, foi filmado sob apertadas medidas de segu rança, tendo a rodagem prolongado a controvérsia suscitada pelo romance de Dan B rown.
Em alguns locais, como a Abadia de Westminster, em Londres, ou a Igreja de Saint-Suplice, em Paris, as filmagens não foram autorizadas, o que obrigou à criação digital destes cenários, onde se desenrolam algumas das mais importante s cenas.
O filme, que este ano inaugura o Festival de Cannes, no próximo dia 17, chega a Portugal antes de estrear nos Estados Unidos, onde o movimento católico Opus Dei e outros grupos religiosos americanos lançaram quarta-feira uma nova o fensiva contra o livro.
Em Portugal, Pedro Gil, porta-voz do movimento, declarou à Lusa que o O pus Dei decidiu disponibilizar informação sobre aquela organização no seu site e que não terá qualquer outro tipo de acção, embora "o retrato odioso que o livro dá da Igreja Católica seja, certamente, potenciado pelo filme".
Segundo Pedro Gil, apesar do escritor e do realizador se refugiarem no facto de se tratar de uma obra de ficção, "esta utiliza elementos reais e cria d úvidas sobre factos históricos que se adensam por a maioria das pessoas ter insu ficiente informação sobre a história da Igreja".
O site português do Opus Dei (www.opusdei.pt) tem uma secção apenas ded icada ao livro e ao filme, da qual constam esclarecimentos e comunicados de impr ensa em que o movimento diz esperar que na película "não haja referências que po ssam ferir os católicos".