"O convidador de pirilampos" ou como afastar o medo do escuro, segundo Ondjaki

Um rapaz que gosta de "cientistar" objetos para afastar o medo do escuro é o protagonista do livro juvenil "O convidador e pirilampos", que o escritor angolano Ondjaki e o ilustrador António Jorge Gonçalves editam esta semana.

Lusa /

"O convidador de pirilampos" é o resultado de uma nova colaboração entre aqueles dois autores, cinco anos depois de "Uma escuridão bonita". Os dois títulos fazem parte de uma série batizada por Ondjaki de "Estórias sem luz elétrica", da qual faz parte também o romance juvenil "A bicicleta que tinha bigodes" (2011).

Neste novo livro existe um menino que vive com o avô, perto da Floresta Grande, onde há pirilampos cintilantes. Nela, o rapaz experimenta os engenhos que inventou para apanhar pirilampos e assim iluminar as noites escuras.

Entre as invenções que `cientistou` estão um "aumentador de caminhos", um "unóculo para ler o brilho dos pirilampos" e um "convidador", ou seja, uma gaiola para apanhar aqueles insetos e com os quais tentará comunicar, em código morse.

Com ilustrações feitas num jogo de sombras em fundo negro, a representar a noite e a floresta escura, "O convidador de pirilampos" tem subjacente a relação entre humanos e a natureza, os laços familiares, a criatividade e alguns dos medos associados à infância.

Ondjaki, pseudónimo literário do escritor angolano Ndalu de Almeida, é autor de mais de uma dezena de obras literárias, entre poesia, romance, teatro, contos e vários títulos para a infância e juventude, alguns recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.

Está traduzido, por exemplo, em francês, espanhol, inglês e mandarim e acumula vários prémios literários, entre os quais o Prémio Saramago 2013 com o romance "Os transparentes".

"O convidador de pirilampos" é uma edição da Editorial Caminho.

 

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